Salvador arrisca bater Lúcia Moniz e ter um dos melhores resultados de sempre

Melhor participação portuguesa até hoje pertence à cantora, com o tema "O meu coração não tem cor", em 1996

O cantor Salvador Sobral representa hoje Portugal, com a música "Amar pelos dois", na primeira semifinal da edição deste ano do Festival Eurovisão da Canção, que decorre em Kiev, na Ucrânia.

Em cada semifinal - a segunda realiza-se na quinta-feira - participam concorrentes de 18 países. A final é disputada no sábado por representantes de 26 territórios: os 20 qualificados nas semifinais, os denominados 'Cinco Grandes' (França, Alemanha, Itália, Espanha e Reino Unido) e o país anfitrião (Ucrânia). A primeira semifinal e a final serão emitidas em direto, a partir das 20:00, e a segunda semifinal em diferido, pelas 22:00, na RTP.

"Amar pelos dois", composta por Luísa Sobral, venceu a 06 de março a final do Festival da Canção, que decorreu no Coliseu dos Recreios em Lisboa e foi disputada por oito canções.

Com a canção "Amar pelos dois", Portugal regressa à Eurovisão, após um ano de ausência, onde se estreou em 1964. A melhor classificação portuguesa no concurso foi um sexto lugar em 1996, com a canção "O meu coração não tem cor", interpretada por Lúcia Moniz.

A última vez que Portugal competiu numa final do Festival Eurovisão da Canção foi em 2010.

Este ano, Portugal poderá obter um dos melhores resultados de sempre, a avaliar pelas apostas e pelas reações que têm sido difundidas nas redes sociais ou pelo destaque dado ao cantor português por meios de comunicação social estrangeiros.

De acordo com o 'site' eurovisionworld.com, dedicado ao concurso, Portugal surge no segundo lugar numa média de várias casas de apostas. Itália, com a canção "Occidentali"s Karma" interpretada por Francesco Gabbani, é apontada como o país favorito para vencer a edição deste ano.

Ler mais

Premium

Pedro Lains

O Brasil e as fontes do mal

O populismo de direita está em ascensão, na Europa, na Ásia e nas Américas, podendo agora vencer a presidência do Brasil. Como se explica esta tendência preocupante? A resposta pode estar na procura de padrões comuns, exercício que infelizmente ganha profundidade com o crescente número de países envolvidos. A conclusão é que os pontos comuns não se encontram na aversão à globalização, à imigração ou à corrupção política, mas sim numa nova era de campanhas eleitorais que os políticos democráticos não estão a conseguir acompanhar, ao contrário de interesses políticos e económicos de tendências não democráticas. A solução não é fácil, mas tudo é mais difícil se não forem identificadas as verdadeiras fontes. É isso que devemos procurar fazer.

Premium

João Almeida Moreira

1964, 1989, 2018

A onda desmesurada que varreu o Brasil não foi apenas obra de um militar. Não foi, aliás, apenas obra dos militares. Os setores mais conservadores da Igreja, e os seus fiéis fanáticos, apoiaram. Os empresários mais radicais do mercado, que lutam para que as riquezas do país continuem restritas à oligarquia de sempre, juntaram-se. Parte do universo mediático pactuou, uns por ação, outros por omissão. Os ventos norte-americanos, como de costume, influenciaram. E, por fim, o anticomunismo primário, associado a boas doses de ignorância, embrulhou tudo.

Premium

Rosália Amorim

OE 2019 e "o último orçamento que acabei de apresentar"

"Menos défice, mais poupança, menos dívida", foi assim que Mário Centeno, ministro das Finanças, anunciou o Orçamento do Estado para 2019. Em jeito de slogan, destacou os temas que mais votos poderão dar ao governo nas eleições legislativas, que vão decorrer no próximo ano. Não é todos os anos que uma conferência de imprensa no Ministério das Finanças, por ocasião do orçamento da nação, começa logo pelos temas do emprego ou dos incentivos ao regresso dos emigrantes. São assuntos que mexem com as vidas das famílias e são temas em que o executivo tem cartas para deitar na mesa.