O diário para os nossos dias chega a 1 de julho

Diário de Notícias prepara-se para fazer a transição para o digital. Terá uma edição diária digital e uma em papel, de grande formato, que sai aos domingos nas bancas

Em oito cafés que entrou, a caminho do cinema São Jorge, na Avenida da Liberdade, onde decorreu a apresentação do novo jornal, Ferreira Fernandes contou três pessoas a ler jornais em papel. Hoje os únicos dias onde "há recorde de vendas em banca" são os sábados e os domingos, diz o diretor do Diário de Notícias. E vai ser a um domingo, a 1 de julho, que o centenário Diário de Notícias vai fazer a sua transição para o digital e para um jornal que se afirma como "um diário para os nossos dias".

O jornal terá uma edição diária digital e uma edição em papel ao domingo.

"O DN ultrapassou todas as crises porque soube rejuvenescer-se e adaptar-se às realidades", disse Daniel Proença de Carvalho, presidente do conselho de administração do Global Media Group (GMG), durante a apresentação ao mercado do novo passo do Diário de Notícias, que decorreu na terça-feira ao final da tarde, no Cinema São Jorge, com mais de 300 convidados.

"Hoje, em 2018, o DN deu um salto para se aproximar dos seus leitores. No dia 1 de julho o jornal terá uma edição digital diária e no domingo uma edição em papel", anuncia. Uma transição para o digital que é "um realístico acompanhamento do que o mercado nos apresenta".

Líder de audiências no digital, o grupo dono do Diário de Notícias - que tem também o Jornal de Notícias, a TSF, o Jogo, o Dinheiro Vivo e várias revistas, realiza a transição para o digital de um dos diários nacionais mais antigos num "momento oportuno", considera Proença de Carvalho, remetendo para o estudo da Reuters sobre o digital que refere que os leitores estão a abandonar as plataformas sociais e a regressar ao jornalismo.

"Quem abraçar rapidamente os novos tempos está melhor preparado para abraçar o futuro", defende.

Como vai ser o novo DN?

Todas as manhãs, o DN irá ter uma edição digital, com capa numerada, que chega aos leitores onde eles estiverem, "com aquilo que consideramos que é o importante nesse dia", frisa Catarina Carvalho, diretora-executiva do DN.

Aos domingos, "o dia em que as pessoas têm mais tempo para ler", o DN terá em banca com uma edição em papel, com um novo design (sob a direção de arte de Pedro Fernandes) e formato (berliner modificado).

Com o novo DN surgem também novas revistas. Um caderno especial de 16 páginas, 1864, título que refere a data de fundação do jornal. E, todas as semanas, haverá uma revista temática diferente, que vai rodando ao longo do mês.

A DN Life, dedicada a comportamento, família e saúde. A Evasões 360, uma spinoff da atual Evasões, que terá como elemento principal a noção de percurso. A Ócio, uma publicação de luxo e coisas boas da vida. Por fim, a DN Insider dedica-se à tecnologia e digital, e será produzida pela equipa do Dinheiro Vivo - que continua a acompanhar o jornal, mas agora ao domingo. Nas quintas semanas dos meses que as têm serão editadas edições especiais. A primeira será uma revista feminina do site Delas.pt.

O site do DN será reformulado para acrescentar escolha e edição - e irá para o ar no mesmo dia da primeira edição de papel em grande formato.

As revistas, produzidas internamente pela área de revistas do grupo, tiveram direção de arte de Rui Leitão e coordenação de Paulo Farinha. Além do papel, todas estas novas marcas serão digitais.

O arranque do novo DN será acompanhado por uma campanha multimeios (TV, imprensa, rádio, outdoor e digital) com o claim "ao minuto durante a semana, sem horas ao domingo".

"Não podemos todos continuar a assobiar para o lado e continuar a investir nas plataformas", disse o diretor-geral comercial do GMG, Luís Ferreira. "Apostem no DN, a democracia vai agradecer".

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