Debate Notícias Magazine: "Há tecnologia a mais na vida dos nossos filhos?"

No próximo sábado, a revista Notícias Magazine organiza uma conferência sobre o papel que a tecnologia tem na vida dos jovens

A revista Notícias Magazine vai debruçar-se sobre se "Há tecnologia a mais na vida dos nossos filhos?". O debate realiza-se no próximo sábado no Grande Auditório do ISCTE - Instituto Universitário de Lisboa -, das 15 às 19 horas, e integra o ciclo de conferências "Retratos de Família".

No programa do evento estão previstos debates, palestras, apresentações e espaço para a intervenção do público.

O jornalista brasileiro Marcos Piangers, um dos oradores convidados da conferência, vai debruçar-se sobre a questão: "Que adultos estamos a criar?: Temos de largar o telemóvel para que eles larguem o telemóvel".

No evento, o youtuber Nuno Agonia vai falar no "Fascínio da tecnologia", o pediatra Paulo Oom na idade a partir da qual as crianças podem ter acesso a écrans e a socióloga Ana Cardoso ira debruçar-se sobre a educação com tecnologia.

Eurodeputados, psicólogos, investigadores, sociólogos e outros especialistas participam na conferência que vai ser moderada por Catarina Carvalho, diretora executiva do Diário de Notícias, do Global Media Group, e pelo editor executivo da Notícias Magazine, Paulo Farinha, e pela editora Catarina Pires.

Para participar, deve inscrever-se aqui.

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Faz hoje, 25 de agosto, exatos 400 anos que desembarcaram na América os primeiros negros. Eram angolanos os primeiros 20 africanos a chegar à América - a Jamestown, colónia inglesa acabada se ser fundada no que viria a ser o estado da Virgínia. O jornal The New York Times tem vindo a publicar uma série de peças jornalísticas, inseridas no Project 1619, dedicadas ao legado da escravatura nos Estados Unidos. Os 20 angolanos de Jamestown vinham num navio negreiro espanhol, a caminho das minas de prata do México; o barco foi apresado por piratas ingleses e levados para a nova Jamestown. O destino dos angolanos acabou por ser igual ao de muitos colonos ingleses: primeiro obrigados a trabalhar como contratados e, ao fim de alguns anos, livres e, por vezes, donos de plantações. Passados sete anos, em 1626, chegaram os primeiros 11 negros a Nova Iorque (então, Nova Amesterdão) - também eram angolanos. O Jornal de Angola publicou ontem um longo dossiê sobre estes acontecimentos que, a partir de uma das maiores tragédias da História moderna, a escravatura, acabaram por juntar o destino de dois países, Angola e Estados Unidos, de dois continentes distantes.