CT da RTP recua no acesso a espaços comuns a não vacinados

Comissão de Trabalhadores reconhece que posição anterior "causou controvérsia" e agora pede aos colegas para manterem precauções, mesmo estando vacinados.

Comissão de Trabalhadores (CT) da RTP faz uma autocrítica em relação ao anterior boletim, que tomou uma posição de impedir acesso a espaço coletivos na RTP a pessoas sem vacina, mas reafirma a importância dos vacinados não afrouxarem as precauções.

Em novo boletim, a CT indica que "alguns colegas indicaram que as pessoas vacinadas têm tendência a afrouxar as precauções elementares do que as não vacinadas", e sublinha igualmente "que o conhecimento que existe sobre as vacinas permite indicar que o benefício da sua administração é superior aos eventuais riscos secundários que podem surgir".

No memo documento, a que o DN teve acesso, pode ler-se ainda que o anterior boletim "causou controvérsia (...) sobre a presença de colegas não vacinados em espaços de utilização comum de dimensões reduzidas e sem possibilidade de distanciamento suficiente. Esse artigo procurava ir ao encontro da preocupação manifestada por várias pessoas que trabalham nesses ambientes e que os partilham com colegas não vacinados".

Recorde-se que no passado dia 6 de outubro a Comissão de Trabalhadores da Rádio e Televisão de Portugal tomou uma posição para impedir o acesso a espaços coletivos de pessoas sem vacina.

Nesse mesmo dia o DN contactou a advogada Inês Reis, sócia responsável em direito laboral da sociedade de advogados pbbr que garantiu tal reivindicação não ser possível. "Desde logo, não é permitido perguntar aos visados se foram ou não vacinados", afirmou ao DN Inês Reis.

A advogada explicou ainda que só em algumas atividade de risco é permitido essa pergunta -- como nas atividades ligadas à Saúde -- pelo que "numa empresa como a RTP tal não é permitido".

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