Nicolau Santos, presidente da RTP.
Nicolau Santos, presidente da RTP. FOTO: Álvaro Isidoro / Global Imagens

CGI escolhe Nicolau Santos e Hugo Figueiredo para novo mandato na administração da RTP

Faltando agora a escolha da vogal financeira para o mandato 2027-2029 na estação pública.
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O Conselho Geral Independente (CGI) anunciou esta sexta-feira, 6 de novembro, a escolha de Nicolau Santos e Hugo Figueiredo para um novo mandato na administração da RTP para o mandato 2027-2029, faltando agora a escolha da vogal financeira.

Reunido esta sexta-feira para apreciar e avaliar as candidaturas "a presidente e vogal não financeiro da RTP, de acordo com o procedimento previsto no convite à manifestação de interesse divulgado em 10 de julho de 2026", o CGI "deliberou escolher a candidatura composta, respetivamente, por Nicolau Fernando Ramos dos Santos e Hugo Graça Figueiredo".

O órgão que supervisiona a administração da RTP "indigitará os candidatos referidos nos termos previstos na alínea d) do artigo 11.º dos Estatutos da RTP".

O procedimento de escolha da vogal financeira "irá decorrer nos termos previstos no convite a manifestação de interesse acima referido", refere ainda o CGI.

Com esta escolha, o atual presidente do Conselho de Administração da RTP, Nicolau Santos, é reconduzido para um terceiro mandato.

Nicolau Santos assumiu a presidência da RTP em 2021 e foi reconduzido em 2024 para um novo mandato, que terminava este ano.

Já Hugo Figueiredo vai para o seu quarto mandato.

O CGI recebeu quatro candidaturas para escolha do presidente e de um vogal não financeiro e sete candidaturas ao procedimento de escolha do vogal responsável pela área financeira da RTP.

Esta manhã, a administração da RTP considerou "grave e inaceitável" que o relatório final da IGF sobre a atribuição de subsídios na estação de televisão seja notícia nos media sem que a empresa tenha recebido qualquer comunicação sobre o assunto.

A Inspeção Geral das Finanças concluiu que foram pagos subsídios na RTP sem suporte legal, entre 2018 e 2024, no valor de 12,5 milhões de euros, "suscetíveis de configurar infrações financeiras", a apurar pelo Tribunal de Contas (TdC), de acordo com o relatório que a Lusa teve acesso.

A auditoria da IGF decorre da proposta do grupo parlamentar do PSD, votada em outubro de 2024 na comissão parlamentar de Orçamento, Finanças e Administração Pública.

O período em análise - 2018 e 2024 - abrange oito administradores: Gonçalo Reis, Nuno Artur Silva, Cristina Vaz Tomé, Hugo Figueiredo, Ana Dias da Fonseca, Luísa Ribeiro, Sónia Alegre e Nicolau Santos.