Marcelo: "2019? Esperamos que não seja tão complicado como alguns preveem"

Presidente da República diz que mantém "uma visão preocupada sobre o contexto mundial e europeu"

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, disse esta sexta-feira manter "uma visão preocupada sobre o contexto mundial e europeu, mas espera que o próximo ano "não seja tão complicado" como alguns preveem.

No final de uma visita às instalações do Banco Alimentar contra a Fome, em Lisboa, na véspera do início da campanha de Natal recolha de alimentos em todo o país, o chefe de Estado salientou que a melhor estratégia para a erradicação da pobreza é "crescer mais e sustentadamente".

Questionado se o próximo Orçamento do Estado, aprovado na quinta-feira em votação final global, contém as bases para esse crescimento sustentado, Marcelo Rebelo de Sousa voltou a escusar-se a comentar o documento antes de o receber.

"Não vou estar a antecipar opiniões e juízos sobre um documento cuja redação final vai começar na segunda-feira, e por aquilo que vi com um acréscimo resultante das votações na especialidade muito significativo de milhões de euros", afirmou.

Instado a comentar previsões de entidades independentes, que apontam para um abrandamento da economia no próximo ano, o Presidente da República sublinhou que já disse ter "uma visão preocupada sobre a situação no mundo e na Europa", com as dúvidas sobre a forma de saída do Reino Unido da União Europeia e a guerra comercial entre Estados Unidos e China.

"O contexto mundial e europeu é mais complicado do que era há um, dois ou três anos, isso parece evidente. Quão complicado vai ser? Nós esperamos que não seja tão complicado como alguns preveem, é essa a minha expectativa voluntarista, positiva, mas em larga medida não depende de nós", afirmou.

Marcelo Rebelo de Sousa escusou-se a responder se considera existirem também perigos nacionais para 2019, limitando-se a lembrar que a economia nacional "é pequena e aberta".

"Deus queira que não haja muitas complicações a nível mundial e europeu para não termos reflexos internos", afirmou.

Sobre a forma como comunicará a sua decisão sobre a promulgação ou não do Orçamento do Estado, Marcelo antevê que deverá ser apenas através de uma mensagem no 'site' da Presidência e não numa comunicação ao país, até pela provável proximidade com o seu tradicional discurso de Ano Novo.

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