Incêndios: Bombeiros de Aveiro recuam na intenção de não integrar dispositivo de 2018

Os Bombeiros do distrito de Aveiro decidiram participar no Dispositivo Especial de Combate aos Incêndios Rurais (DECIR) 2018, que entrou hoje em vigor, recuando na posição assumida há três meses, revelou o presidente da federação.

"A partir do momento que a Liga [de Bombeiros] entendeu que estavam concluídas as negociações com o Governo, e que tinha havido cedência naquilo que eram as suas pretensões, entendemos que não fazia sentido estar a dizer que não participávamos no dispositivo", disse à Lusa o presidente da Federação dos Bombeiros do Distrito de Aveiro, José Carlos Pinto.

Apesar de respeitar a decisão da Liga, o mesmo responsável realçou que estas negociações "não beneficiam suficientemente os bombeiros", adiantando que a Federação irá "fazer uma apreciação e apresentar algumas propostas".

Como exemplo, José Carlos Pinto fala na criação de uma estrutura própria para os Bombeiros, com o respetivo comando, fora da Autoridade Nacional de Proteção Civil.

"Apesar de agora estar previsto que a Liga dos Bombeiros terá um oficial de ligação em cada comando distrital e no comando nacional, que ainda não estão nomeados, entendemos que não é uma estrutura própria de bombeiros e estes, como todos os agentes de proteção civil, têm de ter a sua própria estrutura", disse José Carlos Pinto, que é também comandante dos Bombeiros de Lourosa.

No passado mês de fevereiro, 24 das 25 corporações de bombeiros do distrito de Aveiro manifestaram a sua "não disponibilidade" para integrar o DECIR de 2018, uma decisão que voltou a ser confirmada numa reunião da Federação dos Bombeiros do Distrito de Aveiro realizada no mês seguinte.

Na altura, os bombeiros do distrito de Aveiro diziam estar "cansados de serem maltratados, desconsiderados perante situações limite de vida ou morte" e consideravam que não estavam reunidas "condições mínimas" para a participação no dispositivo de combate a incêndios para este ano.

Em causa estavam as medidas do Relatório da Comissão Técnica Independente da Assembleia da República que os Bombeiros do distrito de Aveiro diziam estar a ser implementadas "à revelia e sem qualquer espécie de contacto com os Bombeiros portugueses".

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