De acordo com uma nota publicada na página oficial da PGD do Porto, na Internet, o arguido, que se demitiu do cargo em 2016, está acusado dos crimes de prevaricação, participação económica em negócio e abuso de poder..Em causa estão "negócios relacionados com a extração e remoção de massas inertes" do interior da Escola que o ex-diretor celebrou com uma sociedade, no período compreendido entre 2014 e 2015..O MP diz que os contratos foram celebrados "sem acautelar os procedimentos legalmente previstos para a tomada dessas decisões, sem obter o necessário licenciamento e sem obedecer às regras da contratação pública".."Parte desses inertes, na sequência das referidas contratações, foram ainda trocados por outros de menor valor económico, sem que lhe fosse paga à Escola a respetiva diferença de preço, em benefício da empresa adjudicatária", refere a mesma nota..Com esta conduta, de acordo com a investigação, o arguido terá lesado a Escola Profissional, entidade de natureza pública e integrada na rede de estabelecimentos de ensino oficial do Ministério da Educação, em pelo menos 270 mil euros..O MP formulou ainda um pedido de perda de vantagens indevidamente obtidas no valor correspondente..A acusação do Departamento de Investigação e Ação Penal de Aveiro foi deduzida a 27 de maio, estando a decorrer o prazo para abertura de instrução que, a não ser requerida, determinará a remessa do processo para julgamento.