O CIP pôs em causa o real contributo da MRM para os cofres do Estado moçambicano e para as comunidades da zona de concessão de rubis extraídos pela companhia num comunicado em que reage a uma carta da empresa sobre os benefícios da sua operação no país..A MRM Gemfields é detida pela holding Pallinghurst Resources Limited desde 2017 e detém em Moçambique uma concessão mineira na província de Cabo Delgado, norte do país..No comunicado que divulgou hoje, o CIP diz que há uma diferença a mais de 258 milhões de meticais (3,6 milhões de euros) que a MRM diz que pagou de imposto sobre a produção, entre 2014 e 2016..A MRM refere que pagou nesse período pouco mais de mil milhões de meticais (14 milhões de euros), enquanto o Governo declara ter recebido ter recebido 777 milhões de meticais (10,9 milhões de euros)..O CIP diz ainda que a MRM não esclarece o destino dado ao rubi que restou dos leilões que já promoveu até ao momento, realçando que em todas as vendas houve um remanescente que ronda a quantidade média de 102 mil quilates, o que corresponde a pouco mais de 21 milhões de dólares (17,7 milhões de euros)..O CIP refere ainda que a MRM declara ter entrado em parcerias com as autoridades moçambicanas para o desenvolvimento de projetos de subsistência em prol das comunidades, mas a empresa não refere se as iniciativas foram firmadas no âmbito da Responsabilidade Social Corporativa ou no quadro dos planos de desenvolvimento comunitário.