Em conferência de imprensa, realizada a propósito do primeiro ano de gestão camarária socialista na história democrática deste município do distrito de Aveiro, o presidente da autarquia, Joaquim Jorge, apontou o "rigor e eficiência orçamental" como principal marca dos primeiros 12 meses de atividade do seu executivo.."Entre 30 de setembro de 2017 e 30 de setembro de 2018, a dívida municipal desceu 5,5 milhões de euros, passando de 19 para 15,5 milhões. Isso representa uma redução de cerca de 30% e será difícil encontrar no país uma câmara que tenha tido uma descida percentual tão forte num único ano", explicou..Essa redução da dívida deve-se à poupança obtida em medidas como a redução dos custos energéticos dos edifícios municipais, a substituição de luminárias na rede pública, o corte de "189.000 euros em publicidade e propaganda", a diminuição em cerca de 50% no custo de eventos culturais, como a Noite Branca e o Mercado à Moda Antiga, e a "redução das rendas pagas pelo Município em 17 espaços" privados ocupados pelos seus serviços, disse. ."A Câmara Municipal paga mais de 400.000 euros por ano em espaços arrendados e queremos libertar essas verbas para a requalificação de edifícios em que vamos dar melhores condições de trabalho [aos funcionários da autarquia] e também melhor resposta ao público", realçou Joaquim Jorge..Entre os imóveis municipais que deverão ser requalificados para acomodar serviços autárquicos e assim evitar o pagamento de rendas em propriedades alheias inclui-se a antiga Escola Bento Carqueja, o desativado edifício das Finanças e também o já substituído Centro de Saúde da cidade, que, em específico, permitirá poupar "100.000 euros por ano"..Ainda no que se refere em concreto ao antigo posto médico, o imóvel já foi, aliás, adquirido à Administração Regional de Saúde do Norte por 232.000 euros, parte dos quais a Câmara se propõe pagar em géneros "ao longo dos próximos anos", nomeadamente isentando essa entidade da taxa municipal de resíduos sólidos e financiando a parte que caberia à tutela nas obras de requalificação do atual centro de saúde..Cortando em rendas pelo aluguer de espaços, o executivo de Joaquim Jorge pretende libertar mais recursos para obras próprias, como a que depende da aquisição da Quinta da Ortiga para transformar os cinco hectares dessa propriedade num parque de lazer idêntico aos já disponíveis noutros concelhos da região. ."O investimento é de 1,25 milhões de euros, o contrato está feito e aguarda o visto do Tribunal de Contas", revelou o presidente da autarquia..Quanto ao novo edifício ambicionado para a Câmara Municipal, já está a ser desenvolvido o projeto que prevê reabilitar para esse efeito a Quinta Sequeira Monterrosso, adquirida pela autarquia há 15 anos. .Da construção original só deverá preservar-se a fachada, mas o espaço disponível na propriedade permitirá reunir na mesma morada vários serviços da autarquia, inclusive os que hoje funcionam no edifício do antigo liceu - que acolheu a conferência de imprensa desta manhã e pelo qual o Executivo paga 9.000 euros de renda mensal..A criação dos novos Paços do Concelho deverá custar entre "2,5 a 3 milhões de euros" e a Câmara está a negociar com a autoridade de gestão do programa Portugal2020 "a possibilidade de alocar fundos comunitários" ao projeto, mas, em todo o caso, Joaquim Jorge espera já "em 2019 ter possibilidade de iniciar a construção".