Coligação PCD-MDFM-UDD promete "governo inclusivo" se ganhar eleições em São Tomé

São Tomé 25 set (Lusa) - A coligação PCD-MDFM-UDD prometeu hoje que vai formar "um governo inclusivo que congregue os 200 mil habitantes do país" caso vença as eleições legislativas de 07 de outubro em São Tomé.
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"O governo da coligação PCD-MDFM- UDD tem um programa inclusivo, um programa que olha para as mulheres, para as crianças, para a juventude, para os desempregados e tem meios humanos para levar este país mais adiante", disse Arlindo Carvalho.

Segundo o candidato, "é preciso fazer a viragem necessária".

"O povo está connosco, tem-nos mandado uma mensagem de esperança e nós acreditamos no dia 07", disse Arlindo Carvalho, líder do PCD, partido que lidera a coligação.

Arlindo Carvalho referiu que o programa do governo da coligação "aposta no turismo, na agricultura, na prestação de serviços, na educação e na saúde", sublinhando que "o mar é rico e é preciso extrair essa riqueza para complementar" a economia de São Tomé.

A coligação dos três partidos preencheu hoje o quarto dia de campanha eleitoral com um passeio pelas diversas localidades do distrito de Água Grande, que tem cerca de 40 mil eleitores, o maior do país.

O Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe - Partido Social Democrata (MLSTP-PSD) também promoveu um passeio nas praias Gamboa, Cruz e Loxinga, periferia do aeroporto em Água Grande, ao qual se juntou a investigadora da Faculdade de Medicina de Lisboa Isabel Santiago.

"Eu vim ajudar Jorge Bom Jesus por uma razão simples: ele representa a honestidade", disse Isabel Santiago.

A investigadora nasceu na localidade da Chácara, periferia da capital, sublinhando que "apenas nasceu com a cor da pela branca".

"Em memória à minha mãe e à minha avó, pretas como eu e que estão sepultadas no cemitério aqui em São Tomé, eu estou a ajudar Jorge Bom Jesus. Não tenho interesse nenhum, não tenho cargo nenhum prometido", referiu.

"Sou são-tomense, mas não vou poder votar porque me retiraram da lista de eleitores. Esta é a democracia que nós temos agora", lamentou Isabel Santiago, que falou também em crioulo forro, para uma multidão de apoiantes da candidatura de Jorge Bom Jesus ao cargo de primeiro-ministro.

"Este país regrediu muito em quatro anos, primeiro no desemprego, que está acima de 30%, bem como a corrupção e o roubo, que também aumentaram vertiginosamente", disse, por seu lado, o presidente do MLSTP-PSD, Jorge Bom Jesus, que salientou a necessidade de "devolver dignidade aos são-tomenses".

A Ação Democrática Independente (ADI) promoveu, por seu lado, um comício festival na cidade de Santana, a 12 quilómetros a sul da capital, a presença do líder do partido e candidato a primeiro-ministro, Patrice Trovoada.

O comício foi dirigido pelo secretário-geral do ADI, Levy Nazaré, que defendeu que o seu partido "precisa de mais quatro anos" para "concluir o trabalho iniciado" no país "na harmonia e na concórdia".

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