Arcebispo do Panamá afirma que Jornadas Mundiais da Juventude vão focar-se nos jovens exluídos

O arcebispo do Panamá disse, na terça-feira, que as Jornadas Mundiais da Juventude (JMJ) vão prestar particular atenção às situações de exclusão e discriminação dos afrodescendentes e dos jovens indígenas.

"Desejamos que [a JMJ] seja um bálsamo para a difícil situação em que vivem, sem esperança, muitos deles, especialmente a juventude indígena e afrodescendente, a juventude que migra pela quase inexistente resposta dos países de origem", disse José Domingo Ulloa Mendieta, durante a missa de abertura da JMJ, na Cidade do Panamá.

O papa Francisco chega hoje ao Panamá para presidir a estas JMJ, as primeiras num país da América Central.

De acordo com a agência católica Ecclesia, o arcebispo do Panamá acrescentou, durante a homília, que "a JMJ nesta região não podia acontecer sem tornar visível a sua situação", já que a juventude indígena e afrodescendente vive "em situações de exclusão e discriminação, que os colocam na marginalidade e na pobreza".

O Panamá, com cerca de quatro milhões de habitantes, dos quais 88% são católicos, de acordo com a agência Ecclesia, acolhe até domingo as JMJ.

As JMJ nasceram por iniciativa do papa João Paulo II, após o êxito do encontro promovido em 1985, em Roma, no ano internacional da juventude. Acontecimento religioso e cultural, as JMJ reúnem jovens de todo o mundo durante uma semana.

Cada JMJ realiza-se, anualmente, a nível diocesano no Domingo de Ramos, alternando com um encontro internacional a cada dois ou três anos numa grande cidade.

Em 1987, as JMJ decorreram em Buenos Aires (Argentina), em 1989, em Santiago de Compostela (Espanha), em 1991, Czestochowa (Polónia), em 1993, em Denver (Estados Unidos), em 1995, Manila (Filipinas), em 1997, Paris (França), em 2000, Roma (Itália), em 2002, Toronto (Canadá), em 2005, Colónia (Alemanha), em 2008, Sydney (Austrália), em 2011, Madrid (Espanha), em 2013, Rio de Janeiro (Brasil), e em 2016, Cracóvia (Polónia).

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