Exclusivo Pedro, o ativista que trabalha para haver árvores em todas as ruas de Lisboa

O manifesto que elaborou pretende convencer cidadãos e políticos de que as árvores são uma mais-valia no combate ao calor, bem como um estímulo para a economia.

A ideia já andava a ser pensada há algum tempo, mas foi um passeio a pé entre a Fundação Gulbenkian e a sua casa em Arroios no dia 13 de julho, com temperaturas que rondavam os 40 graus, que levou Pedro Miguel Santos a escrever o manifesto "Árvores em todas as ruas de Lisboa". Esta iniciativa pretende mobilizar cidadãos e decisores políticos para o futuro que nos espera, com ondas de calor e períodos curtos de chuvas fortes, afinal o impacto das alterações climáticas pode ser combatido com a plantação de árvores.

"Era algo que já andava a pensar há muito tempo e no dia 13 de julho fiz um percurso a pé no qual vi um degradê de zonas arborizadas e com sombra para zonas que deixam de ter árvores. Consoante vamos caminhando da zona rica, onde há ruas que têm árvores e sombras, para uma zona da cidade onde vive gente mais modesta, há mais carros, menos esplanadas e não há árvores", constatou, dando um exemplo: "Na minha rua, por exemplo, existem duas árvores. E a partir do momento em que sais de uma rua arborizada para outra sem sombras há um choque térmico brutal. Há estudos científicos que mostram que pode haver uma diferença até cinco graus imediatamente assim que são retiradas as árvores, o que é muito para o corpo humano."

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