Lisboa aprova medidas de apoio a refugiados ucranianos

Medidas apresentadas pela vereadora dos Direitos Humanos e Sociais focam-se em oito áreas de ação. Bloco de Esquerda propôs duas adendas à bolsa de medidas, também elas aprovadas em reunião privada de câmara.

A Câmara Municipal de Lisboa (CML) aprovou esta sexta-feira, em reunião privada, um conjunto de medidas com o objetivo de melhorar o acolhimento de refugiados ucranianos na cidade.

A primeira proposta, apresentada pela vereadora dos Direitos Humanos e Sociais, Laurinda Alves, incidia sobre oito áreas - alojamento, emprego, educação, saúde, mobilidade, cultura, desporto e apoio social - e foi aprovada por unanimidade pelo executivo lisboeta. O pacote de medidas aprovadas, chamado Vsi Tut - Todos Aqui, inclui ainda a celebração de um acordo de colaboração com a Associação dos Ucranianos em Portugal e um apoio financeiro, no montante de 320 mil euros, até 2023, ambas aprovadas com os votos contra do PCP.

Na reunião privada de câmara desta sexta-feira foram ainda aprovadas duas adendas às propostas do executivo da cidade, apresentadas pela vereadora única do Bloco de Esquerda, Beatriz Gomes Dias. Em comunicado, os bloquistas congratulam-se pela aprovação das medidas, uma vez que consideram que "o programa proposto pelo presidente Carlos Moedas ainda é insuficiente face às necessidades de acolhimento e integração".

Por isso, além de propor a criação de um grupo de trabalho com todos os vereadores e vereadoras, o BE propôs "a criação de uma bolsa de habitação municipal para inclusão das famílias vindas da guerra na Ucrânia" (aprovada com votos contra dos partidos de direita e a abstenção do PCP), propondo também que as crianças e jovens refugiados da Ucrânia tenham direito a interpretas nas escolas dos agrupamentos da cidade de Lisboa. Esta proposta foi aprovada por unanimidade.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG