Pedro Duarte, presidente da Câmara do Porto
Pedro Duarte, presidente da Câmara do PortoFoto: Estela Silva/Lusa

Pedro Duarte diz que vai não deixar o Governo “descansar” enquanto não houver mais segurança no Porto

Plano operacional de segurança que o Município está a desenvolver com as autoridades policiais “vai para o terreno no início de setembro”.
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Pedro Duarte assegurou esta terça-feira, 18 de agosto, que não vai "deixar o Governo descansar enquanto não conseguir, de facto, trazer os reforços necessários para podermos ter uma resposta diferente do ponto de vista da segurança" na cidade do Porto. Em causa, as recentes cenas de violência que tiveram lugar na noite da Baixa da cidade, onde na sexta-feira seis turistas e um polícia foram agredidos.

O edil portuense, que apelidou a situação verificada no fim de semana de "inaceitável", adiantou que o plano operacional de segurança que o Município está a desenvolver com as autoridades policiais “vai para o terreno no início de setembro”, com o objetivo de “começar a mudar este paradigma”.

O autarca prometeu "tomar medidas" a juntar ao reforço assumido de “todos os meios que são possíveis e que nos são pedidos, nomeadamente pelas polícias, seja ao nível da videovigilância, seja de equipamento como drones ou como viaturas especializadas neste patrulhamento de rua”.

Pedro Duarte recordou ainda o compromisso do Governo, firmado em maio, de, até ao final do ano, ter mais 80 polícias municipais e mais 200 efetivos da PSP. "Com esse número, vamos poder ter uma resposta diferente na cidade. Porque, de facto, precisamos", explicou, salientando que este "é quase o único grande problema”.

A insegurança "é o principal problema da cidade do Porto, é quase o único grande problema", "porque as pessoas têm direito a viver com tranquilidade", sustenta o autarca, que revelou que o município está “a trabalhar com a Escola Criminologia da Faculdade de Direito da Universidade do Porto para ter uma base científica no combate a esse fenómeno" de violência, que considera estar associado ao comércio da droga na via pública.

Pedro Duarte diz que "há momentos em que o Estado tem falhado" no que concerne ao “direito das pessoas de viver em tranquilidade e de quem nos visita poder usufruir da cidade sem ser perturbado”.

"Espero que esta situação seja invertida rapidamente porque queremos uma cidade do Porto que seja, de facto, um ex-libris do ponto de vista daquilo que é a ordem pública, a tranquilidade, a qualidade de vida das pessoas”, manifestou o autarca, que teme um efeito negativo ao nível do turismo.

“Não pode haver zonas no Porto são evitadas pelas pessoas por razões de segurança, muito menos no centro da cidade”, sublinhou. "É inaceitável, inadmissível, que haja grupos organizados, que ainda por cima estão identificados, que perturbam essa ordem pública e não haja uma resposta das autoridades”, prosseguiu, considerando esse um "falhanço do Estado".

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