300 placas vão ser instaladas, 150 já estão a ser colocadas
300 placas vão ser instaladas, 150 já estão a ser colocadasFoto: Junta de Freguesia do Parque das Nações

Parque das Nações instala placas em papeleiras para evitar despejo de lixo doméstico

Campanha “Isto não é um caixote do lixo” pretende evitar despejo irregular nas ruas e sensibilizar para o sistema da recolha de lixo na freguesia, que funciona à base de condutas de sucção.
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A freguesia lisboeta do Parque das Nações está a instalar cartazes sobre as papeleiras a apelar à população para que não deite o lixo doméstico nos pequenos caixotes dedicados apenas a lixo de pequena dimensão. São cerca de 300 caixotes.

A campanha “Isto não é um caixote do lixo” pretende sensibilizar os habitantes da freguesia para o sistema específico usado no Parque das Nações e que, para os residentes que vivem há menos tempo, pode estar na origem do que as autoridades chamam de um “problema” para a freguesia.

À conversa com o Diário de Notícias, o presidente da Junta de Freguesia do Parque das Nações, Carlos Ardisson, explicou que a zona tem um sistema de despejo do lixo por condutas, instaladas dentro dos prédios construídos na altura ou depois da Expo 98 e que transportam os resíduos para duas centrais na zona norte e sul da freguesia.

“O que se passa é que, ao longo dos anos, há muita gente que foi chegando e não conhece o funcionamento do sistema ou está habituada a pôr o saco do lixo no caixote de lixo que está na rua”, contou o autarca, sublinhando que, naquela zona, “não há caixotes de lixo na rua”.

“Também há muitas pessoas que contratam algum empregado ou alguém que vem prestar serviço e não lhes transmitem onde é que é o local para deitar o lixo”, disse ainda. Estas papeleiras, que têm à volta de 30 litros de capacidade, não conseguem receber este lixo doméstico todo, levando a que haja também resíduos colocados à volta delas, acrescentou, contando que há quem deixe “móveis” também junto a estas.

De acordo com o autarca, ao dizer-se que aquilo “não é um caixote”, a ideia é que as pessoas estranhem e leiam o QR Code visível na placa, que redireciona para um vídeo que explica “como é que funciona o sistema da recolha do lixo por sucção” e a que dias e horas devem ser depositados os resíduos.

De momento, há já 150 placas instaladas, com o formato de caixote do lixo, nos pontos onde as equipas de recolha notam que mais lixo é mal despejado. No total, contou ainda, o custo ficou "à volta de três mil euros", usados na maioria para fazer as placas numa gráfica.

Segundo o presidente da Junta, a freguesia tem também oito pessoas em duas equipas com carrinhas que, das 7h00 às 23h00, percorrem o território para fazer a recolha do lixo. Porém, sublinhou, o dinheiro gasto nesta recolha podia ser usado para outros fins, “como recuperar espaço público”.

“Num dia normal recolhe-se entre seis a dez carrinhas Ford Transit com a caixa aberta carregadinhas de lixo que as pessoas deixam irregularmente nos sítios”, destacou ainda, lamentando o comportamento de quem o faz.

“É difícil gerir um território se não houver um civismo e uma preocupação das pessoas com o descarte do lixo. Nós podemos ter recursos infinitos, mas se as pessoas não quiserem colaborar, não conseguimos que o espaço esteja limpo”, afirmou Carlos Ardisson. Esta campanha não é a única forma de tentar fazer com que as pessoas não deixem o lixo no sítio errado, contou ainda.

Quando é possível perceber a origem de quem deixou resíduos nos locais errados ou mesmo à beira das papeleiras, a freguesia já aplicou coimas, que ficam entre 70 a 120 euros para pessoas individuais e podem ultrapassar os mil euros para pessoas coletivas, disse também. “O nosso intuito não é cobrar multas. O nosso intuito é que as pessoas se comportem e adequem o despejar o lixo à forma correta de recolha”, acrescentou.

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