Governo aprova investimento de 420 milhões de euros para extensões do Metro do Porto a Gondomar e Trofa
André Rolo / Global Imagens

Governo aprova investimento de 420 milhões de euros para extensões do Metro do Porto a Gondomar e Trofa

Investimento será de 184 milhões de euros no troço ISMAI-Interface da Trofa e de 287 milhões de euros num troço entre o Estádio do Dragão e Souto, concelho de Gondomar.
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 O Governo aprovou hoje um investimento total de cerca de 420 milhões de euros na extensão do Metro do Porto ao centro de Gondomar e no metro e metrobus para a Trofa, anunciou esta quinta-feira (24) o ministro da Presidência.

"O Governo aprovou hoje a realização, o investimento, em duas linhas do sistema de Metro do Porto", anunciou hoje António Leitão Amaro no 'briefing' após o Conselho de Ministros, referindo-se às novas de linhas de metro para Gondomar e metro e metrobus para a Trofa.

"Na linha da Trofa, são 184 milhões de euros, que vão servir os municípios da Maia e Trofa, com 10 quilómetros, nove estações, no troço entre o ISMAI, na Maia e Paradela e o interface da Trofa", disse o ministro, frisando que haverá "um investimento ainda maior na linha de Gondomar", de 287 milhões de euros, sendo ambos para "realizar a partir do próximo ano e até 2031".

A nova linha de Gondomar "será entre o Estádio do Dragão e Souto, em Gondomar", tendo "sete quilómetros e nove estações".

"Entre estas duas medidas, são cerca de 420 milhões de euros na Área Metropolitana do Porto, para expandir o Metro do Porto, permitir que os portugueses, os cidadãos que habitam naquela região, possam ter esta solução de transporte coletivo, cómoda e a servir uma dimensão populacional muito significativa", destacou o governante.

Também presente no 'briefing', a ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, acrescentou que este financiamento será "assegurado, em grande parte, pelo Fundo Ambiental, e outra parte pelo Sustentável 2030, que é do Fundo de Coesão" da União Europeia.

"Muitas vezes não é entendido onde é que o Governo aplica o Fundo Ambiental. Exatamente, é para mitigar. É um fundo que vem da taxa de carbono para reduzir as emissões nos setores que mais produzem essas emissões", explicou.

Maria da Graça Carvalho destacou que "infelizmente, em Portugal, ainda é o setor dos transportes que tem mais emissões de CO2 [dióxido de carbono], e é aí que mais de metade do Fundo Ambiental, que é cerca de 1.000 milhões de euros por ano, é aplicado".

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