CML aprova moção contra linha circular do Metro

A Câmara de Lisboa aprovou esta quinta-feira uma moção, só com os votos contra do PS, manifestando a sua discordância por o Governo não suspender o projeto da linha circular do Metro, como aprovado pelo parlamento.

O documento do PCP foi subscrito também por CDS-PP e PSD, contou ainda com os votos favoráveis do BE (partido que tem um acordo de governação do concelho com o PS), disseram à Lusa fontes municipais.

Em março, foi aprovada na Assembleia da República uma alteração ao Orçamento do Estado para 2020, na especialidade, para a suspensão do projeto de construção da linha circular do Metro de Lisboa, o que motivou protestos do PS e do Governo.

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, defendeu que não se justifica um recurso ao Tribunal Constitucional por causa da linha circular, argumentando que o parlamento apenas formulou uma recomendação, sem suspender qualquer decisão administrativa.

Entretanto, na sexta-feira passada, o Governo determinou que o Metropolitano de Lisboa deve concretizar o plano de expansão da rede, incluindo o prolongamento das linhas Amarela e Verde, e a aquisição de material circulante, porque são investimentos "urgentes e críticos", através de um despacho do ministro do Ambiente, João Matos Fernandes.

Na moção, discutida esta quinta-feira em reunião privada do executivo municipal, os vereadores reiteram que "a expansão da rede do Metropolitano de Lisboa constitui um elemento determinante para a cidade e a área metropolitana em que se insere, pelo que importa concretizar o teor dos artigos aprovados na Assembleia da República, aproveitando para o efeito os fundos comunitários disponíveis, tal como determina a Comissão Europeia".

A alteração ao Orçamento do Estado para 2020 previa também que fosse "dada prioridade à expansão da rede de metropolitano até Loures, bem como para Alcântara e a zona ocidental de Lisboa", recordam os eleitos, lamentando o incumprimento por parte do Governo destas alterações aprovadas "por uma ampla maioria de deputados da Assembleia da República".

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