Letónia entra para clube do euro e Grécia assume presidência da UE

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A Letónia tornou-se hoje o 18.º país a fazer parte da Zona Euro, 15 anos

após a sua criação. A entrada na moeda única já era esperada pelo

governo de Riga desde 2008, mas a crise internacional obrigou o país a

adiar os planos.

Depois de uma recuperação económica

assinalável, a Letónia recebeu finalmente em julho a aprovação final da

União Europeia para a adesão ao euro, tornando-se o segundo país do

Báltico a entrar para o clube, após a integração da Estónia em 2011. O

próximo deverá ser a Lituânia, em 2015.

"É uma grande oportunidade para para o desenvolvimento económico da Letónia", referiu na cerimónia oficial pouco depois da passagem da meia-noite o primeiro-ministro letão, Valdis Dombrovskis. Mas nem todos estão de acordo. Segundo uma sondagem realizada em dezembro pelo instituto SKS, apenas 25% dos 2,3 milhões de letões aprovam a entrada do país no euro, enquanto 50% são contra a adesão e os restantes permanecem indecisos ou sem opinião. A maioria receia um aumento dos preços.

Duramente atingida pela crise financeira internacional, a Letónia, cujo PIB caiu 25% em 2008-2009, precisou de um empréstimo de 7,5 mil milhões de euros da UE e do Fundo Monetário Internacional (FMI) para se recuperar, o que fez com a ajuda de um plano de austeridade.

De acordo com as previsões da Comissão Europeia a economia letã deverá crescer 4% em 2013, o maior da UE, bem acima da expansão esperada para a Alemanha (+0,5%) e isto quando a economia da zona euro no seu conjunto deverá recuar em média 0,4%.

O primeiro dia de 2014 foi também especial para a Grécia, que assumiu a presidência da União Europeia para os próximos seis meses, marcada pelas eleições para o Parlamento Europeu em maio e num ano ainda particularmente difícil para o país, que tenta sair do programa de assistência financeira da UE e do FMI sem mais ajudas.

"Em 2014, daremos o grande passo de sairmos do programa de assistência da troika", declarou na segunda-feira, num discurso na televisão nacional, o primeiro-ministro grego, Antonis Samaras.

Segundo o chefe do governo de coligação helénico, "a Grécia, em 2014, tentará financiar-se de novo nos mercados externos e tentará começar a ser de novo um país normal", num ano em que a dívida grega será oficialmente declarada viável, o que significa que não haverá necessidade de novos empréstimos e de novos acordos de resgate", garantiu Samaras.

As previsões de Atenas apontam para um crescimento da economia grega de 0,6% em 2014, após seis anos de recessão. A austeridade marca também o programa da presidência rotativa da União Europeia até julho - quando será passada à Itália -, sem as tradicionais ofertas às delegações, com menos pessoal e com um apertado controlo de gastos, para garantir que a Grécia não ultrapassa os 50 milhões de euros orçamentados.

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