Jerónimo de Sousa sustentou que o partido "não abdica de nenhum combate sem o ter travado".."O PCP não abdica de nenhum combate sem o ter travado", vincou o secretário-geral comunista, Jerónimo de Sousa, no discurso de encerramento da 9.ª Assembleia da Organização Regional de Beja do partido, no Centro Cultural da vila alentejana de Cuba..A decisão do PCP sobre o Orçamento do Estado para 2019, acentuou, será tomada após "o exame concreto" ao documento e "verificação se ele corresponde aos interesses dos trabalhadores" e se avança "na reposição e conquista de direitos"..Jerónimo de Sousa notou que "há quem ache que o PCP não deveria continuar a travar o combate para que o OE mantenha uma linha de reposição de direitos e rendimentos" e outros que "pressionam para que o PCP dê o seu acordo prévio a uma proposta que nem sequer existe", afirmando que "uns e outros enganam-se"..Na sua intervenção, o líder comunista admitiu que a "crescente aproximação e convergência do Governo do PS com PSD e CDS" faz aumentar "justas preocupações" com o futuro, nomeadamente em relação à "evolução da política de recuperação de rendimentos e direitos, dos serviços públicos e das funções sociais do Estado, e de promoção do desenvolvimento do país"..O dirigente do PCP deu como exemplo da convergência do PS com o PSD e CDS o recente acordo de concertação social, que, na sua opinião, "não responde aos problemas dos trabalhadores e introduz novos elementos negativos"..Entre outras considerações, Jerónimo advertiu que este acordo "põe a claro os limites do Governo do PS em relação à solução dos problemas de fundo que estão presentes na realidade social e laboral portuguesa"..O secretário-geral do PCP defendeu a concretização do descongelamento da progressão nas carreiras, sublinhando que "o Governo deve cumprir o que ficou estabelecido no OE para respeitar os compromissos assumidos e dar um passo significativo para a valorização do trabalho e dos trabalhadores"..O Executivo de António Costa, assinalou, deve também cumprir "outras decisões que se arrastam, sem resposta", como a integração dos trabalhadores com vínculos precários na administração pública..Jerónimo de Sousa destacou o trabalho do PCP para a concretização de várias medidas e disse que "muito do que se conseguiu, embora aquém do que era necessário, só se tornou possível numa correlação de forças em que o PS não dispõe de um governo maioritário".."Fosse outro o resultado das eleições, fosse outra a correlação de forças na Assembleia da República, favorável à formação de um governo maioritário do PS, e os passos dados não seriam para diante mas para trás", acrescentou..Sobre o distrito de Beja, o dirigente comunista reivindicou, entre outras medidas, melhores acessibilidades rodoviárias, a modernização da rede ferroviária, "uma visão integrada" para o aeroporto e uma "nova reforma agrária".