Zelensky marca os 500 dias de conflito com visita à ilha da Serpente

Moscovo capturou a ilha da Serpente logo após a sua invasão da Ucrânia a 24 de fevereiro de 2022. Resistência dos soldados ucranianos tornou-se viral e correu mundo.
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O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, visitou a ilha do Mar Negro cujos defensores desafiaram um navio de guerra russo no início da invasão, quando o conflito chega ao seu 500.º dia.

"Hoje estamos na ilha da Serpente, que nunca será conquistada pelos ocupantes, como toda a Ucrânia, porque somos o país dos bravos", disse o presidente ucraniano num vídeo divulgado nas redes sociais este sábado.

"Quero agradecer daqui, deste lugar de vitória, a cada um de nossos soldados por estes 500 dias", disse Zelensky no vídeo sem data, no qual ele aparece a chegar à ilha de barco e deixando flores num memorial.

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Moscovo capturou a ilha da Serpente logo após a sua invasão da Ucrânia a 24 de fevereiro de 2022.

Uma troca de mensagens via rádio tornou-se viral na altura, quando soldados ucranianos disseram à tripulação do navio de guerra russo que exigia a sua rendição "vá-se foder". Estes soldados ucranianos foram feitos prisioneiros, mas depois trocados por detidos russos.

A gravação dessa troca de mensagens correu o mundo e serviu de mote para a resistência ucraniana, aparecendo até em cartazes durante comícios de apoio no estrangeiro e em selos.

O navio russo envolvido, o Moskva, afundou-se no Mar Negro em abril, após o que Moscovo disse ter sido uma explosão a bordo. Já a Ucrânia disse que tinha atingido o navio de guerra com mísseis.

As forças ucranianas recapturaram a ilha em junho do ano passado.

Este sábado, Zelensky rezou pelas vítimas da guerra ao lado do Patriarca Bartolomeu, líder dos ortodoxos mundiais, após uma viagem regional, que terminou na Turquia, para angariar apoios antes da cimeira da NATO na próxima semana.

A ONU documentou 9.000 mortes de civis desde o início da guerra a 24 de fevereiro de 2022, incluindo 500 crianças, embora estime que o número real pode ser significativamente maior.

Noel Calhoun, chefe-adjunto da Missão de Monitorização de Direitos Humanos da ONU na Ucrânia, disse que o 500.º dia do conflito marcou "outro marco sombrio na guerra que continua a cobrar um preço terrível dos civis da Ucrânia".

Este responsável referia-se aos seis mortos anunciados este sábado pelo governador regional de Donetsk na sequência de um ataque russo.

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