Zelensky acusa Macron de tentar "concessões diplomáticas" com a Rússia

"Não devemos procurar uma saída para a Rússia e Macron está a fazer isso. Em vão", lamentou o presidente da Ucrânia em entrevista a uma televisão italiana.

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, lamentou que o seu homólogo francês, Emmanuel Macron, esteja a tentar "fazer concessões diplomáticas" nas negociações com o líder russo, Vladimir Putin, referiram esta sexta-feira as agências internacionais.

"Não devemos procurar uma saída para a Rússia, e Macron está a fazer isso. Em vão", lamentou Zelensky durante uma entrevista ao canal de televisão italiano RAI, transmitida na noite de quinta-feira, e sexta-feira citada pelas agências internacionais.

"Sei que ele quer obter resultados na mediação entre a Rússia e a Ucrânia. Mas não obteve nenhum", apontou o Presidente ucraniano, referindo-se à estratégia de Macron.

E acrescentou: "Até que a Rússia queira e entenda que precisa (terminar a guerra), não procurará nenhuma saída".

Zelensky lembrou que Macron disse na segunda-feira que, para acabar com a guerra na Ucrânia, a paz terá de ser construída sem "humilhar" a Rússia, mas, para isso, segundo frisou o líder ucraniano, o chefe de Estado francês "não precisa de fazer concessões diplomáticas" a Moscovo.

Para Zelensky, não é "correto" permitir que Putin "salve a face", num momento em que os russos ainda estão a tentar assumir o controlo do sul e do leste da Ucrânia.

Ainda assim, Volodymyr Zelensky repetiu a sua disponibilidade para se encontrar com Vladimir Putin, "mas apenas com ele, sem qualquer mediador" e "com uma abordagem de diálogo, não com ultimatos".

A Presidência francesa já comentou as declarações de Zelensky sobre a estratégia de Macron para uma solução para a guerra na Ucrânia, rejeitando que o líder francês esteja a atuar à revelia de Kiev.

"O Presidente da República nunca discutiu nada com Vladimir Putin sem a concordância do Presidente Zelensky. Ele sempre disse que cabe aos ucranianos decidir os termos das suas negociações com os russos", argumentou o Palácio do Eliseu, num comunicado.

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