O presidente Xi Jinping foi recebido esta quinta-feira de forma calorosa na Hungria, país que é a etapa final da sua primeira viagem à Europa desde 2019 e o aliado mais próximo da China na União Europeia. O objetivo desta visita, que termina hoje, é reforçar os laços com Budapeste, num altura em que Pequim vive divisões com o Ocidente sobre a guerra na Ucrânia e o comércio global..Xi e a mulher, Peng Liyuan, começaram por ser recebidos com honras militares pelo presidente da Hungria, Tamas Sulyok, no pátio do palácio presidencial de Budapeste..Segundo um comunicado divulgado após a reunião entre os chefes de Estado, Xi disse que a “relação bilateral está agora no seu melhor momento da história”..Seguiu-se um encontro com o primeiro-ministro húngaro, que afirmou que os dois países vão expandir a sua cooperação em “todo o espectro” da indústria nuclear. Viktor Orbán disse ainda apoiar o “plano de paz” da China para a Ucrânia, um documento de 12 pontos publicado em 2023 e criticado pelo Ocidente porque não apela à Rússia para retirar as suas forças ou devolver território..No âmbito deste encontro, a agência estatal chinesa Xinhua informou que a Pequim e Budapeste decidiram elevar os seus laços para uma “parceria estratégica abrangente na nova era”. .Segundo o governo húngaro, serão assinados pelo menos 16 acordos que promovem a cooperação com a China nas infraestruturas ferroviárias e rodoviárias, na energia nuclear e na indústria automóvel..Antes da sua chegada a Budapeste na noite de quarta-feira, o presidente chinês elogiou, num artigo de opinião publicado no diário Magyar Nemzet, uma “amizade de longa data” que descreveu como sendo “tão suave e rica quanto o vinho Tokaji”, referindo-se à conhecida região vinícola húngara. “Passamos por dificuldades juntos e desafiamos a política de poder juntos no meio de situações internacionais voláteis”, prosseguiu Xi Jinping. “A nossa relação bilateral embarcou numa viagem dourada. Na nova jornada da nova era, a China espera trabalhar estreitamente com os nossos amigos húngaros”, escreveu..Frequentemente em desacordo com Bruxelas, Orbán tem tido uma política externa virada para Oriente, procurando estreitar laços económicos com a Rússia, a China e outros países asiáticos. Estratégia que tem mantido mesmo com o crescendo de tensão entre o Ocidente e Pequim sobre direitos humanos, o comércio e a invasão da Ucrânia. Prova disso é que, desde que a Hungria começou a promover-se como um centro para a produção de automóveis elétricos em 2022, novas empresas chinesas surgiram em todo o país. .com agências