A alta-representante da União Europeia (UE) para a diplomacia disse este sábado, 30 de agosto, que "é impensável" devolver à Rússia o dinheiro proveniente dos recursos russos congelados, a menos que Moscovo recompense a Ucrânia pela invasão."É impensável que a Rússia algum dia veja este dinheiro, a não ser que recompense a Ucrânia pela destruição que provocou", disse Kaja Kallas, em conferência de imprensa no final de uma reunião ministerial informal, no âmbito da presidência dinamarquesa do Conselho da UE, em Copenhaga.A ex-primeira-ministra da Estónia considerou que, apesar dos esforços diplomáticos feitos para tentar alcançar um cessar-fogo, "é óbvio que a Rússia não se está a preparar para a paz, está a preparar-se para mais guerra".No entanto, Kaja Kallas lamentou que não tenha sido possível consensualizar posições nesta reunião: "Não chegámos à discussão de que precisávamos, mas vamos fazê-lo nos próximos meses."Nas próximas semanas, os Estados-membros vão enviar para a alta-representante para os Negócios Estrangeiros as propostas para o próximo pacote de sanções à Rússia, revelou a representante da diplomacia da UE..Ataque russo faz um morto e 24 feridos. Zelensky insiste que são necessárias medidas reais. No que respeita ao conflito no Médio Oriente, a União Europeia pediu aos Estados Unidos da América (EUA) que reconsiderem a rejeição dos vistos das autoridades palestinianas, que iam participar na Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova Iorque."À luz dos acordos entre a Organização das Nações Unidas (ONU), pedimos aos EUA que reconsiderem esta decisão, considerando a lei internacional e como foi construída a ONU", disse Kaja Kallas, considerando que a construção de mais colonatos israelitas na Cisjordânia, território que é palestiniano, "é ilegal" e que a Faixa de Gaza "precisa de menos guerra, não de mais".Lamentando que ainda não há um consenso entre os 27 países da UE sobre medidas concretas para pressionar Israel a parar a invasão ao enclave palestiniano, Kaja Kallas considerou positivo que esteja a crescer os números de nações do bloco comunitário europeu a querer endurecer a posição com Telavive..Governo começa na próxima semana a ouvir partidos sobre reconhecimento da Palestina em setembro. A Dinamarca é um dos países favorável à suspensão de partes do acordo comercial com Israel, e o ministro dos Negócios Estrangeiros dinamarquês disse que "é preciso combater a narrativa falsa de Israel" de que os esforços para um cessar-fogo só fortalecem o movimento radical Hamas.Mas a Alemanha, por exemplo, é contra esta e quaisquer medidas. Apesar de admitir que é necessário pressionar Israel, Berlim não apresentou quaisquer caminhos.Kaja Kallas, ex-primeira-ministra da Estónia, revelou que "é difícil" ser o rosto "a culpa" pelo falhanço na consensualização de posições sobre Gaza, mas advertiu que as suas posições são resultado da vontade de 27 países, ou da falta dela..Cruz Vermelha afirma que retirada em massa da população da Cidade de Gaza é impossível