Ucrânia: Rússia testou míssil balístico intercontinental e avisou EUA

O ministério da Defesa indicou que o objetivo do lançamento foi testar equipamentos avançados de combate, confirmar a exatidão do desenho da rota de voo e das soluções técnicas utilizadas no desenvolvimento de novos sistemas de mísseis.
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O Ministério da Defesa da Rússia anunciou esta quarta-feira ter lançado um míssil balístico intercontinental a partir de uma base militar no sul do país, situada a menos de 500 quilómetros da fronteira com a Ucrânia.

"Em 11 de abril de 2023, uma equipa de combate das Forças de Mísseis Estratégicos lançou com sucesso um míssil balístico intercontinental a partir de um sistema móvel de mísseis terrestres" na base de Kapustin Yar, na região de Astrakhan, pode ler-se no comunicado.

O ministério indicou que o objetivo do lançamento foi testar equipamentos avançados de combate, confirmar a exatidão do desenho da rota de voo e das soluções técnicas utilizadas no desenvolvimento de novos sistemas de mísseis.

Na mesma nota referiu-se que "o lançamento foi concluído na sua totalidade", depois do míssil, lançado junto ao mar Cáspio, ter atingido o alvo, num campo de treino militar em Sary Shagan, no Cazaquistão, a cerca de três mil quilómetros de distância.

A Rússia avisou os Estados Unidos sobre o teste com um míssil intercontinental na terça-feira, disse hoje o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros russo Serguei Riabkov.

"Todas as notificações sobre lançamentos de mísseis balísticos intercontinentais e foguetes balísticos de submarinos são enviadas como antes" para os Estados Unidos, disse Riabkov, citado pela agência espanhola EFE.

Riabkov tinha afirmado, em 10 de março, que Moscovo continuaria a avisar Washington sobre testes balísticos apesar de ter suspendido o cumprimento do tratado de redução de armas estratégicas, conhecido por START II.

O Presidente russo, Vladimir Putin, anunciou, em 21 de fevereiro, a suspensão do cumprimento do START II por Moscovo.

Putin disse, então, que a Rússia não estava a abandonar o tratado, mas apenas a suspender a participação, devido ao apoio de Washington à Ucrânia com armas de financiamento.

Os Estados Unidos e os aliados ocidentais de Kiev têm fornecido armamento às forças ucranianas para combater as tropas russas.

A invasão russa da Ucrânia, em 24 de fevereiro de 2022, desencadeou uma guerra que mergulhou a Europa na pior crise de segurança desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

A Ucrânia tem contado com o fornecimento de armas pelos seus aliados ocidentais para combater as tropas russas.

Os aliados de Kiev também têm imposto sucessivos pacotes de sanções económicas a Moscovo para tentar diminuir a capacidade russa de financiar o esforço de guerra na Ucrânia.

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