Kiev diz que travar a Rússia é o principal desafio global

O chefe da diplomacia ucraniana pediu uma "resposta global determinada à agressão russa que ameaça o mundo com uma crise energética e alimentar".
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O chefe da diplomacia ucraniana, Dmytro Kuleba, defendeu esta sexta-feira, na reunião ministerial do G20 realizada na ilha indonésia de Bali, que deter a Rússia é o maior desafio global.

"Colocar a Rússia no seu lugar é o desafio 'número um'. E a reunião de hoje provou isso", escreveu Kuleba na sua conta na rede social Twitter, após intervir por videoconferência na reunião de ministros dos Negócios Estrangeiros do G20 (as 19 maiores economias mundiais mais a União Europeia), onde a guerra na Ucrânia foi o tema central.

O chefe da diplomacia ucraniana pediu uma "resposta global determinada à agressão russa que ameaça o mundo com uma crise energética e alimentar".

O encontro ministerial do bloco G20 -- que inclui, por exemplo, Estados Unidos, China, Índia, Japão, África do Sul, México, Argentina, Brasil e a União Europeia - acontece no meio de tensões diplomáticas pela presença em Bali do chefe da diplomacia russa, Serguei Lavrov.

Na quinta-feira, os países do G7 (Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido) boicotaram o jantar de boas-vindas, em sinal de protesto contra a participação de Lavrov no evento.

Durante uma conferência de imprensa, o ministro dos Negócios Estrangeiros russo disse hoje que a Rússia está pronta para negociar com a Ucrânia e com a Turquia sobre formas para garantir a exportação de cereais ucranianos através do Mar Negro.

Para tal, Lavrov defendeu que "a Ucrânia deve desbloquear os seus portos, desminando-os e garantir a passagem segura (dos navios)".

A Ucrânia denunciou o bloqueio dos portos ocupados pela Rússia, como Berdyansk ou Mariupol, enquanto Moscovo alega que não impede o transporte marítimo, bastando que Kiev desmine o porto de Odessa.

O Governo indonésio, anfitrião do encontro do G20, assumiu um papel de mediador no conflito na Ucrânia, país invadido pela Rússia em fevereiro passado, e Lavrov aproveitou a deslocação a Bali para ter reuniões com os homólogos da Indonésia, China, Índia, Turquia, Brasil e Argentina.

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