Ucrânia: Britânicos dizem que Lukashenko estará a ponderar o seu apoio à Rússia devido ao risco de sanções

Ministério da Defesa lançou hipótese numa altura em que a Bielorrússia anunciou o envio de forças de operações especiais para fronteira com a Ucrânia.

O Reino Unido indicou esta segunda-feira que o Presidente bielorrusso está a ponderar o seu apoio à invasão russa da Ucrânia, de forma a evitar a participação militar direta no conflito devido ao risco de sofrer sanções do ocidente.

O Ministério da Defesa britânico, citando informações do mais recente relatório do serviço de informação militar, publicou na rede social Twitter a informação de que a Bielorrússia anunciou o envio de forças de operações especiais para fronteira com a Ucrânia, bem como unidades de defesa aérea, artilharia e mísseis no oeste do país.

"A presença de forças bielorrussas perto da fronteira provavelmente determinará [o posicionamento] das tropas ucranianas, que não poderão ser enviadas para apoiar as operações em Donbass", referiu o relatório.

O documento acrescentou que, apesar das especulações, "até ao momento, as forças bielorrussas não estiveram diretamente envolvidas no conflito", embora o território bielorrusso tenha sido usado pelos russos no seu avanço inicial sobre Kiev e Chernigiv.

"O Presidente bielorrusso Alexander Lukashenko provavelmente está a ponderar o apoio à invasão da Rússia com o desejo de evitar o envolvimento militar direto com o risco de sanções ocidentais, uma resposta ucraniana e possível insatisfação nas forças armadas da Bielorrússia", afirmou o relatório.

A Rússia lançou em 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que já matou mais de três mil civis, segundo a ONU, que alerta para a probabilidade de o número real ser muito maior.

A ofensiva militar causou a fuga de mais de 13 milhões de pessoas, das quais mais de seis milhões para fora do país, de acordo com os mais recentes dados da ONU.

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas e políticas a Moscovo.

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