Ucrânia: Ataque russo com mísseis causa pelo menos dois mortos na cidade de Zaporijia

Ataque russo com recurso a seis míseis causou ainda quatro feridos e três desaparecidos.
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Um ataque russo com mísseis contra a cidade de Zaporijia, no sudeste da Ucrânia, causou pelo menos dois mortos, quatro feridos e três desaparecidos, informaram esta quarta-feira as autoridades locais. NUm outro ataque, perto da cidade de Dnipro, morreu uma mulher de 31 anos.

"Esta madrugada, entre as 01:33 e 01:48" (das 23:33 às 23:48 de terça-feira em Lisboa), a Rússia disparou "seis mísseis contra a cidade de Zaporijia", revelou o governador da região, Yuri Malachko, no Telegram.

Poucos minutos depois, o secretário do conselho municipal da cidade, Anatoly Kourtev, também indicou que Zaporijia tinha sido atingida, especificando que "um prédio de apartamentos foi destruído por um ataque de mísseis do inimigo".

Nas fotos divulgadas pela imprensa ucraniana, é possível ver um prédio destruído, com uma parte da fachada em ruínas.

O Presidente ucraniano condenou esta quarta-feira o ataque.

"Zaporijia. Ataques com mísseis por terroristas contra a cidade, contra as infraestruturas, contra um edifício residencial, um edifício normal de cinco andares", escreveu Volodymyr Zelensky na plataforma de mensagens Telegram.

O chefe de Estado ucraniano acrescentou que "oito apartamentos foram destruídos" e que "há feridos e mortos" e "pode haver pessoas sob os escombros". "As operações de salvamento prosseguem", acrescentou Zelensky, que apresentou condolências às famílias e amigos das vítimas do "terror russo".

O Presidente ucraniano afirmou que a Rússia "continua a sua tática de guerra contra os civis" e agradeceu a "todos aqueles que não são indiferentes".

"Faremos tudo o que for possível para que o Estado terrorista pague pela sua responsabilidade. O terrorismo russo tem de perder", concluiu Zelensky.

A maior central nuclear da Europa está localizada nesta região, em Energodar, a cerca de 50 quilómetros da cidade de Zaporijia, e permanece ocupada pelas forças russas.

Esta ofensiva russa surge depois de Kiev ter anunciado, na terça-feira, o início da utilização no campo batalha contra a Rússia dos mísseis balísticos de longo alcance ATACMS entregues pelos EUA.

O deputado ucraniano Oleksi Goncharenko disse na rede social X (antigo Twitter), que os ATACMS terão sido a arma usada pela Ucrânia para destruir nove helicópteros russos, na noite de segunda-feira.

O deputado da oposição ucraniana explicou que os aeródromos de Berdiansk e de Lugansk foram atingidos por ATACMS, tendo sido destruídos ali nove helicópteros russos, bem como vários outros equipamentos militares.

A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro de 2022 pela Rússia na Ucrânia causou, de acordo com os mais recentes dados da ONU, a pior crise de refugiados na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

A invasão russa -- justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de "desnazificar" e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia - foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.

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