Exclusivo Tunísia. Não é golpe, mas o eterno braço de ferro contra a corrupção e contra os islamistas!


Único caso de sucesso da Primavera Árabe, a Tunísia enfrenta agora novo desafio à democracia, com a incógnita criada pela decisão presidencial de demitir o primeiro-ministro e assumir a governação. Para já, grande parte da população dá o benefício da dúvida a Kais Saied.

Cautelosamente, o atual momento Tunísia deve mais ser encarado como um "golpe de força" que como um golpe de Estado, conforme a análise do especialista do Instituto de Pesquisa e Estudo dos Mundos Árabe e Muçulmano (IREMAM) Vincent Geisser. Há mesmo quem alvitre a possibilidade de uma guerra civil, mas para já há indicadores menos maus. Porquê?

Porque houve, de facto, uma interpretação e ativação abusiva do artigo 80.º da Constituição por parte do Presidente (PR), Kais Saied, mas também há atenuantes e um contexto político-social que empurram o PR para um jogo de soma zero, o qual, ganhando, assumirá o papel do estadista providencial e de encarnação da revolução permanente. Perdendo, não passará de aprendiz de ditador.

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