Trump invoca quinta emenda e opta pelo silêncio em interrogatório
Donald Trump recusou-se esta quarta-feira a responder sob juramento em Nova Iorque sobre suposta fraude nos negócios da sua família, dois dias depois de a casa do ex-presidente em Mar-a-Lago ter sido alvo de buscas do FBI.
Trump disse "não ter outra escolha" a não ser invocar a quinta emenda, que permite a cidadãos em tribunal permanecerem em silêncio para se protegerem contra qualquer auto-incriminação sob interrogatório.
Em comunicado, Trump disse: "Recusei-me a responder às perguntas, à luz dos direitos e privilégios concedidos a todos os cidadãos sob a Constituição dos Estados Unidos".
"Quando a sua família, a sua empresa e todas as pessoas na sua órbita se tornam alvos de uma caça às bruxas infundada e politicamente motivada, apoiada por advogados, promotores e os media de notícias falsas, não temos outra escolha", disse Trump.
"Se havia alguma dúvida na minha mente, a invasão de minha casa, Mar-a-Lago, na segunda-feira pelo FBI, apenas dois dias antes deste depoimento, eliminou qualquer incerteza."
Trump disse anteriormente nas redes sociais que estava nos escritórios da procuradora-geral de Nova Iorque Letitia James, cuja investigação é uma das várias investigações ativas sobre as práticas comerciais e outras ações do ex-presidente.
Trump usou sua plataforma Truth Social para lançar uma enxurrada de ataques a James, rotulando-a de procuradora-geral "racista" e escrevendo que James está a a conduzir "uma continuação da maior caça às bruxas da história dos EUA!".
"A minha grande empresa e eu estamos a ser atacados por todos os lados. República das Bananas!", acrescentou na sua publicação.
O processo conduzido por Letitia James procura determinar se a Organização Trump inflacionou o valor dos seus ativos de forma a obter empréstimos bancários e, em paralelo, reduziu esse mesmo valor com a intenção de pagar menos impostos.
Trump e seus filhos mais velhos, Donald Jr e Ivanka, deveriam começar a testemunhar sob juramento em julho, mas os depoimentos foram adiados devido à morte da primeira esposa do ex-presidente, Ivana.
A investigação é cível, pelo que, independentemente das conclusões, não poderá apresentar acusações criminais contra a família Trump.
atualizado às 16.00

