Trump adverte eleitores que irão "para o inferno” se não votarem nas intercalares
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Trump adverte eleitores que irão "para o inferno” se não votarem nas intercalares

Presidente norte-americano repetiu as ideias já apresentadas na véspera, incluindo a promessa de enviar 5 mil dólares a todos os cidadãos caso os republicanos vençam as eleições de 3 de novembro.
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O presidente norte-americano, Donald Trump, encerrou na quinta-feira, 10 de setembro, a inédita convenção intercalar em Dallas repetindo o apelo aos eleitores já apresentado na véspera de que se não votarem nas eleições de novembro irão "para o inferno". Mas desta vez o discurso durou 25 minutos, cerca de uma hora e 20 minutos a menos do que na noite anterior.

"Vocês sabem o que acontece se não votarem? Vocês vão para o inferno. Vão para o inferno e eu não quero que isso aconteça convosco, então, por favor, vão votar", afirmou, tentando mobilizar a sua base eleitoral e incentivá-la ao voto nos candidatos republicanos.

"Por favor, levantem as vossas mãos direitas", disse o presidente enquanto levantava a sua.

"Eu juro lealdade ao maior Presidente da história dos Estados Unidos, que nos ama tanto que mal consegue respirar", declarou no palco do 'American Airlines Center', arena no estado norte-americano do Texas.

E acrescentou ainda: "Juramos que no dia 03 de novembro vamos sair e votar. E sabem uma coisa? Se quiserem, podem votar nos democratas, mas não acho que haja uma pessoa sequer nesta sala que vá votar neles".

Na noite anterior, Donald Trump subiu pela primeira vez ao palco da convenção, causando polémica ao prometer enviar 5.000 dólares (cerca de 4.300 euros) a cada cidadão, caso os republicanos mantenham a maioria na Câmara dos Representantes e no Senado, sem dar mais detalhes sobre a medida.

Foi rapidamente acusado pela oposição democrata de "suborno eleitoral desesperado", mas voltou a reiterar a promessa no discurso de encerramento da convenção.

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As eleições intercalares agendadas para 03 de novembro irão renovar a totalidade da Câmara dos Representantes (câmara baixa do Congresso norte-americano) e um terço do Senado.

Se os democratas recuperarem o controlo de uma das câmaras legislativas, terão o poder de bloquear a agenda de Trump e iniciar investigações à sua administração durante os dois anos que faltam do seu mandato.

Consciente de que a história e as sondagens não estão a seu favor nesta temporada eleitoral, o Comité Nacional Republicano decidiu apostar fortemente no Presidente e no vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, para impulsionar os eleitores através de uma inédita convenção antes das eleições de meio mandato.

No evento de dois dias, cerca de uma centena de oradores atacou fortemente a oposição democrata e enalteceu as políticas de Donald Trump.

"Só quero dizer que faremos a América grande novamente. Faremos com que ela seja maior do que nunca", prometeu o chefe de Estado. "Estava mau. Agora está bom e em breve será melhor do que nunca", defendeu acerca do estado do país.

Homenagem às vitimas do 11 de setembro

O evento ficou ainda marcado na quinta-feira pela homenagem às vítimas dos atentados terroristas de 11 de setembro de 2001. Os republicanos exibiram um vídeo com uma retrospetiva do ataque com imagens dos dois aviões comerciais a atingir as torres do World Trade Center em Nova Iorque, filmagens de moradores de Manhattan em pânico e polícias, bombeiros e equipas de resgate cobertos de poeira e destroços.

O narrador dizia: "2.977 pessoas inocentes perderam as vidas. Lembrem-se sempre de quem eles são. Digam os seus nomes. Honrem o seu sacrifício. Defendam a liberdade. Nunca se esqueçam do 11 de setembro".

O vídeo incluiu imagens da devastação e trechos da visita do então Presidente George W. Bush ao 'Ground Zero' (Marco Zero), mas também imagens do atual chefe de Estado, Donald Trump, então magnata do ramo imobiliário nova-iorquino, caminhando por Manhattan e falando com a imprensa sobre os funcionários da sua empresa que estavam a trabalhar no momento do ataque.

Em seguida, o vídeo mostrou imagens de algumas figuras democratas que têm criticado a política externa norte-americana e fizeram declarações insensíveis sobre a tragédia.

O segmento terminou com imagens de Trump já como Presidente, sugerindo que o republicano protegeu os Estados Unidos de novos ataques semelhantes.

Na sequência, Christopher Macchio, o cantor de ópera favorito de Donald Trump, cantou "Ave Maria", naquele que foi o momento mais emotivo e solene do evento republicano.

Dois feixes de luz foram projetados perto do palco para representar as Torres Gémeas, com o público de pé, às escuras.

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Os militares presentes na plateia foram convidados a levantar-se e foram igualmente homenageados.

E homenagem a Charlie Kirk

O ativista conservador norte-americano Charlie Kirk, assassinado há um ano num evento no Utah, foi também homenageado no evento, onde um memorial improvisado estava em destaque: uma cadeira vazia, um ramo de flores, um microfone, uma bandeira norte-americana e um cartaz com a frase: "reservada para Charlie". 

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O pastor e vice-presidente da Turning Point - organização norte-americana que defende os valores conservadores nas instituições de ensino do país -, Lucas Miles, deu início à homenagem, que durou cerca de cinco minutos e na qual garantiu que a organização fundada por Charlie Kirk "continua a crescer".

"Eles podiam levar o homem. Mas não podiam levar a missão", afirmou Miles. "O Turning Point não está morto. A organização fundada por Charlie continua a crescer", acrescentou.

Após o discurso do pastor, o público da convenção, normalmente efusivo e barulhento, rapidamente ficou em silêncio para assistir a um vídeo com o rosto e a voz do ativista assassinado a trabalhar com jovens adultos em campus universitários de todo o país.

No final, uma salva de palmas contida tomou conta da arena do 'American Airlines Center', em Dallas, no Texas.

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