Tiroteio na Noruega. Dois mortos e pelo menos 21 feridos

O tiroteio foi em três locais de Oslo, incluindo num bar frequentado por homossexuais, na véspera de um desfile "orgulho gay", entretanto cancelado. Detido suspeito norueguês de origem iraniana.

Duas pessoas foram mortas e pelo menos 21 outras ficaram feridas em tiroteios perto de bares no centro de Oslo, na madrugada deste sábado.

A polícia, que está a tratar o caso como um "ataque terrorista", confirmou que tinha sido detido um suspeito tinha sido preso na sequência dos tiroteios, que ocorreram por volta da 1:00 da manhã (23.00 GMT sexta-feira) em três locais, incluindo um bar gay, próximos uns dos outros, no centro da capital norueguesa.

"A polícia está a investigar os acontecimentos como um atentado terrorista", declararam as autoridades policiais em comunicado.

Uma marcha do "Orgulho", que deveria ter tido lugar na capital neste sábado à tarde, foi cancelada na sequência da violência na cidade, normalmente tranquila.

"Todos os eventos ligados ao Orgulho de Oslo foram cancelados" na sequência de recomendações "claras" da polícia, escreveram os organizadores no Facebook.

A polícia disse que duas pessoas tinham morrido e 21 ficaram feridas, incluindo 10 gravemente nos ataques, acrescentando que duas armas tinham sido apreendidas.

As autoridades informaram ainda que o suspeito preso era um cidadão norueguês de ascendência iraniana. O homem era conhecido dos serviços secretos e tinha tido registo criminal, por infrações por arma branca e posse de droga, segundo a polícia.

"Tudo indica que houve apenas uma pessoa que cometeu este ato", assinalouTore Barstad, oficial da polícia, em conferência de imprensa. A presença da polícia foi reforçada em toda a capital para lidar com outros incidentes, acrescentou.

A polícia recebeu os primeiros alertas à 1:14 da manhã e o suspeito foi preso cinco minutos mais tarde, sublinhou.

Os tiroteios ocorreram perto do clube gay London Pub, do clube de jazz Herr Nilsen e de uma loja de comida take-away.

A polícia fortemente armada, equipada com coletes à prova de bala e capacetes, patrulhava o local dos tiroteios.

Testemunhas relatam terror

"Parecia muito determinado quanto ao seu objetivo. Quando percebi que era sério, corri. Havia um homem a sangrar no chão", disse uma mulher que viu o incidente ao jornal Verdens Gang.

Outra testemunha citada pelo jornal mencionou o uso de uma arma automática - o que a polícia não confirmou. "Havia muitas pessoas feridas no chão que tinham ferimentos na cabeça", contou.

Segundo um jornalista da rádio NRK presente no momento do tiroteio, o atirador chegou com um saco do qual retirou uma arma e começou a disparar.

Oito pessoas foram levadas ao hospital e outras seis foram assistidas no local pela emergência médica. "Algumas são descritas como gravemente feridas, outras como feridas mais leves", disse Barstad.

A Noruega, em geral pacífica, foi palco de ataques sangrentos a 22 de Julho de 2011 quando o extremista de extrema-direita Anders Behring Breivik matou 77 pessoas.

Detonou primeiro uma bomba perto da sede do governo em Oslo, matando oito pessoas.
Em seguida, disfarçou-se de polícia e disparou indiscriminadamente contra jovens de esquerda num campo de férias na ilha de Utoya, matando outras 69 pessoas - a maioria delas adolescentes.

Atualizado às 10:12 com informações sobre o suspeito autor dos tiroteios

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