A polícia australiana aconselhou as pessoas a evitarem a zona do centro comercial.
A polícia australiana aconselhou as pessoas a evitarem a zona do centro comercial.DAVID GRAY / AFP

Seis mortos em ataque num centro comercial de Sydney. Atacante foi abatido

Polícia ainda não identificou o atacante, que foi abatido por uma agente da polícia que estava sozinha e que o primeiro-ministro já chamou de "heroína". Seis pessoas morreram e várias outras foram levadas para vários hospitais em Sydney, incluindo uma criança.
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Um atacante armado com uma faca matou seis pessoas este sábado antes de ser morto a tiro por uma polícia num centro comercial movimentado de Sydney, segundo a polícia.

Um porta-voz do Serviço de Ambulâncias do Estado de Nova Gales do Sul disse à AFP que oito pacientes foram levados para vários hospitais em Sydney, incluindo uma criança de nove meses que foi levada para o hospital Pediátrico da cidade. "Todos têm lesões traumáticas", afirmou o comissário. Confirmou-se entretanto que uma das vítimas mortais é a mãe deste bebé.

Anthony Cooke, comissário adjunto da polícia de Nova Gales do Sul, explicou, numa conferência de imprensa, que a o agressor foi morto por uma polícia que estava nas proximidades e estava sozinha. "Ela confrontou o agressor que, nesta altura, já se tinha deslocado para o piso cinco [do centro comercial], enquanto ela continuava a andar rapidamente atrás dele para o alcançar. Ele virou-se, encarou-a e levantou uma faca. Ela disparou uma arma de fogo e essa pessoa está agora morta".

Em conferência de imprensa, o primeiro-ministro autraliano elogiou a coragem desta agente. "Ela é certamente uma heroína. Não há dúvida de que ela salvou vidas através da sua ação. E é um lembrete de que as pessoas que usam uniforme são pessoas que correm para o perigo, e não para longe dele. E agradeço a cada um deles pelas ações que tomaram até agora e pelas ações que tomarão nos próximos dias, que também será um período difícil. Obrigado", disse Anthony Albanese.

O chefe de governo indicou ainda que o atacante terá agido sozinho, o que contradiz algumas informações que davam conta da possibilidade ser haver um outro envolvido.

O Serviço de Ambulâncias do Estado de Nova Gales do Sul tinha dito à agência noticiosa France-Presse (AFP) que havia a indicação de que existiria um segundo atacante. A polícia deu a mesma informação que o primeiro-ministro.

O ataque correu no centro comercial Westfield, em Bondi Junction, em Sydney, que foi encerrado, tendo a polícia australiana aconselhado as pessoas a evitarem a zona.

A polícia não especificou, para já, o motivo do ataque. Anthony Cooke disse que, nesta fase, não se podia excluir a hipótese de "terrorismo".

"Nesta fase, não sei quem ele é. Como devem compreender, isto é bastante cru. Os inquéritos são muito recentes e continuamos a tentar identificar o autor do crime", disse Cooke.

Um vídeo publicado nas redes sociais mostra várias ambulâncias e carros da polícia, bem como uma multidão de pessoas, em redor do centro comercial.

Segundo testemunhas, as pessoas entraram em pânico e procuraram abrigo enquanto a polícia tentava proteger a zona.

Várias pessoas refugiaram-se num supermercado, onde permaneceram durante cerca de uma hora.

As imagens das câmaras de vigilância difundidas pelos meios de comunicação australianos mostram um homem com uma grande faca a correr pelo centro comercial e pessoas feridas deitadas no chão.

Os paramédicos estão a tratar dos feridos no local.

Uma testemunha, Roi Huberman, disse à cadeia de televisão ABC que se abrigou numa loja e viu pessoas a saírem do centro comercial em lágrimas.

"E de repente ouvimos um tiro ou talvez dois tiros e não sabíamos o que fazer. Então, uma pessoa muito competente da loja levou-nos para as traseiras, onde a porta podia ser fechada. Depois trancou a loja e deixou-nos passar pelas traseiras e agora estamos cá fora".

Pranjul Bokaria tinha acabado de sair do trabalho e estava a fazer compras quando ocorreu o esfaqueamento.

Acabou por correr para uma loja próxima e abrigar-se numa sala de descanso. "Foi assustador, havia algumas pessoas que estavam emocionalmente vulneráveis e a chorar", disse à AFP.

Conseguiu escapar por uma saída de emergência com outros clientes e funcionários, que os levou para uma rua das traseiras.

Descreveu um cenário de "caos", com pessoas a correr e a polícia a invadir a zona. "Estou viva e grata", disse.

Reece Colmenares estava a caminho do ginásio quando viu "pessoas a correr e a gritar" a passar por ela.

Disse à AFP que as pessoas estavam a dizer que alguém tinha sido esfaqueado, pelo que correu para uma loja de ferragens próxima com mais 10 a 12 pessoas. "Levaram-nos para baixo [para uma sala] e fecharam a loja", disse. "É assustador, há crianças pequenas, idosos e pessoas em cadeiras de rodas por todo o lado."

O primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese, fez eco da tristeza e do choque dos australianos perante o ataque.

"Tragicamente, foram registadas várias vítimas e os primeiros pensamentos de todos os australianos estão com as pessoas afectadas e com os seus entes queridos", escreveu na plataforma de comunicação social X.

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