Pedro Sánchez em mais um balanço: “A cumprir.”
Pedro Sánchez em mais um balanço: “A cumprir.”EPA/CHEMA MOYA

Sánchez ataca o PP, diz que “Espanha avança” e admite reunir com Puigdemont

Primeiro-ministro faz balanço positivo de 2024 no último Conselho de Ministros do ano.
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O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, fez esta segunda-feira um balanço positivo do ano de 2024, destacando nomeadamente o crescimento da economia. No último Conselho de Ministros antes das férias aproveitou para criticar a oposição, considerando que o Partido Popular (PP) “renunciou a propor um projeto político” e atua com base na “destruição”.

“Há quase sete anos que vivemos envoltos neste tornado de crispação, de boatos de que uma parte do ecossistema político e mediático do nosso país se alimenta sem cessar para transmitir a sensação de que Espanha está a desmoronar-se e de que Espanha está a afundar-se”, disse Sánchez. Mas, “Espanha avança”, acrescentou, dando como exemplo a economia. O PIB aumentou 0,8% no terceiro trimestre. 

Apesar das críticas ao PP - que por seu lado acusa o Governo de “total incapacidade para governar” -, Sánchez aposta numa “normalização” das relações com o líder da oposição, Alberto Núñez Feijóo, em 2025. “Nós vamos sempre estender a mão a todos os partidos, exceto um”, disse Sánchez na conferência de imprensa, referindo-se ao Vox (extrema-direita). “Se o degelo ocorreu com aqueles contra quem se manifestavam, espero que também possa ocorrer comigo”, acrescentou o primeiro-ministro.

Desta vez uma referência ao facto de PP ter votado, no Congresso e no Senado, ao lado dos independentistas do Junts per Catalunya, de Carles Puigdemont, o que pode fazer cair, por exemplo, o imposto extraordinário sobre as grandes empresas energéticas que estava em vigor há dois anos. “O que importa são os avanços que conseguimos e os retrocessos que evitámos”, disse quando questionado sobre a possibilidade de adiantar as eleições se o Orçamento para 2025 não passar. Sánchez deixou claro que não o vai fazer. 

Em relação a Puigdemont, que continua no exílio na Bélgica à espera da decisão sobre a amnistia, Pedro Sánchez admitiu uma reunião com ele - assim como com o líder da Esquerda Republicana da Catalunha, Oriol Junqueras. Não deu uma data, mas não afasta a hipótese que possa acontecer mesmo ainda antes de o Tribunal Constitucional dar o seu parecer sobre a amnistia aos líderes independentistas catalães. 

susana.f.salvador@dn.pt

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