Rússia lança um dos maiores ataques sobre a Ucrânia na véspera do Dia da Vitória

O autarca de Kiev diz que a Rússia utilizou 60 drones kamikaze de fabrico iraniano, sendo que 36 tiveram como alvo a capital ucraniana, tendo sido todos abatidos.
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A Rússia lançou esta segunda-feira o seu maior ataque dos últimos meses, com recurso a drones, contra a Ucrânia , na véspera do feriado russo de 9 de maio que celebra a vitória sobre a Alemanha nazi, avança a Reuters.

O autarca de Kiev diz que a Rússia disparou 60 drones kamikaze de fabrico iraniano, sendo que 36 tiveram como alvo a capital ucraniana, tendo sido todos abatidos. Os destroços atingiram apartamentos e outros edifícios, tendo causado ferimentos em cinco pessoas.

Durante a última noite, três pessoas ficaram feridas na zona de Solomyanskyi e duas em Sviatoshyn, ambos a oeste do centro da capital, disse o autarca Vitali Klitschko.

A administração militar de Kiev diz que os destroços caíram numa pista do aeroporto de Zhuliany, um dos dois aeroportos da capital, e causaram estragos num prédio de dois andares na zona de Shevchenkivskyi.

Noutra região do país, em Odessa, junto ao Mar Negro, as autoridades reportaram que três pessoas ficaram feridos.

A Ucrânia refere ainda que a Rússia está a fazer um esforço final para capturar a cidade de Bakhmut, no leste do país, para a entregar ao presidente Vladimir Putin como prenda do Dia da Vitória, que se assinala esta terça-feira.

Moscovo está a preparar-se para o desfile daquele que é considerado o feriado mais importante do calendário russo sob a administração Putin, que usa o triunfo soviético de 1945 sobre a Alemanha nazi para justificar a invasão da Ucrânia.

Em rutura com a Rússia, Volodymyr Zelensky assinalou o Dia da Vitória esta segunda-feira e recordou "o heroísmo de milhões de ucranianos naquela guerra contra o nazismo".

A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro de 2022 pela Rússia na Ucrânia causou até agora a fuga de mais de 14,6 milhões de pessoas -- 6,5 milhões de deslocados internos e mais de 8,1 milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

Pelo menos 18 milhões de ucranianos precisam de ajuda humanitária e 9,3 milhões necessitam de ajuda alimentar e alojamento.

A invasão russa -- justificada por Putin com a necessidade de "desnazificar" e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia - foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.

A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra, que hoje entrou no seu 439.º dia, 8.791 civis mortos e 14.815 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.

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