Relatório financeiro revelado: obras no Palácio de Buckingham custam 426 milhões de euros, viagens da Família Real atingem 3,8 milhões
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Relatório financeiro revelado: obras no Palácio de Buckingham custam 426 milhões de euros, viagens da Família Real atingem 3,8 milhões

O relatório financeiro revela que Carlos III pagou cerca de 35 milhões de euros em impostos desde que assumiu o trono em 2022. O rei e a rainha vão passar a residir na Clarence House para permitir aumento de visitas em Buckingham
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A Família Real divulgou o seu relatório financeiro correspondente ao ano fiscal de 2025/26, que no Reino Unido decorre de 6 de abril de um ano até 5 de abril do ano seguinte. E nele é revelado que o rei Carlos III pagou cerca de 35 milhões de euros em impostos desde que assumiu o trono em 2022, sendo que 13,7 milhões de euros foram pagos no ano fiscal de 2024-25.

Este montante é significativo, tendo em conta que a monarquia britânica não paga impostos sobre rendimentos, imposto sucessório ou sobre mais-valias.

O mesmo documento mostra que a Subvenção Soberana, concedida anualmente pelo governo britânico para suportar os custos com pessoal na Casa Real, a manutenção de edifícios e as viagens dos monarcas para compromissos oficiais, subiu no ano fiscal de 2025/26 para 153 milhões de euros, sendo que a estimativa é uma nova subida no próximo ano fiscal para 160 milhões de euros.

Curioso é que as obras que decorrem há algum tempo no Palácio de Buckingham vão, de acordo com o relatório, chegar aos 425 685 000 euros, sendo que o documento revela que o rei Carlos III e a rainha Camila vão passar a residir na Clarence House, embora o famoso e icónico palácio londrino continue a ser a sede da monarquia britânica.

Esta decisão visa aumentar o acesso dos turistas à residência oficial, aumentando assim o número de visitantes e a área passível de ser visitada, que seria impossível se a Família Real continuasse a morar no palácio, por razões de segurança.

James Chalmers, o tesoureiro do rei Charles III, explicou que a decisão sobre esta mudança de residência foi tomada "após cuidadosa consideração" e visa "aumentar significativamente as oportunidades de acesso público". Nesse sentido, "o rei e a rainha decidiram não adotar o Palácio de Buckingham como residência pessoal e continuarão a usar a Clarence House como sua casa em Londres."

Ainda assim, Chalmers esclareceu que ambos "terão acesso aos aposentos privados do Palácio de Buckingham, onde poderão recolher-se durante o expediente", acrescentando que podem vir a "ser utilizados como possíveis acomodações residenciais".

Outro item curioso do relatório tem a ver com os gastos com viagens, que atingiram os 3,8 milhões de euros no último ano fiscal, sendo que 177 foram de helicóptero e custaram 843.242 euros, 60 realizaram-se em voos fretados (963.865 euros), tendo ainda os voos regulares implicado um gasto de 252.857 euros e as deslocações de comboio chegado aos 98 mil euros.

A viagem oficial mais dispendiosa do rei Carlos III foi a que realizou em fevereiro à Arábia Saudita, que chegou aos 149.556 euros por três dias de visita.

A Família Real divulgou ainda o custo das pequenas viagens do rei, nomeadamente entre as suas residências, que podem atingir os 28 mil euros.

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