Relator de investigação sobre pandemia diz que Bolsonaro é serial killer

Relator da Comissão Parlamentar de Inquérito diz que a responsabilidade da pandemia no Brasil é do presidente brasileiro

O relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investigou ações e omissões do Governo brasileiro na pandemia de covid-19 classificou esta terça-feira o presidente do país, Jair Bolsonaro, como serial killer [assassino em série].

"Essa responsabilidade é de muita gente, tem muitos indicados, mas ela é principalmente desse presidente [Jair Bolsonaro], desse serial killer, que tem compulsão de morte e continua a repetir tudo o que fez anteriormente", afirmou Renan Calheiros, senador e relator da investigação parlamentar, em declarações aos jornalistas à chegada ao Senado.

"Agora com a declaração de que a vacina pode proporcionar SIDA, ele demonstra claramente que não tem respeito nenhum com a vida dos brasileiros", acrescentou o relator, referindo-se a um vídeo retirado das redes sociais em que Bolsonaro associou as vacinas contra a covid-19 a infeção por VIH.

Esta terça-feira, a CPI da pandemia, que funciona no Senado brasileiro há seis meses, chega ao fim com a votação do relatório produzido por Calheiros e que conta com apoio do grupo maioritário da investigação parlamentar.

O documento sofreu algumas alterações, mas no geral pede o indiciamento do presidente brasileiro, de ministros do Governo, duas empresas e dezenas de pessoas suspeitas de cometerem crimes no âmbito da gestão da crise sanitária.

O Brasil é o país lusófono mais afetado pela pandemia e um dos mais atingidos no mundo ao contabilizar 605.804 vítimas mortais e mais de 21,7 milhões de casos confirmados de covid-19.

Comissão quer quebra de sigilo informático e pede suspensão de Bolsonaro nas redes sociais

A comissão parlamentar que investigou a gestão do Governo brasileiro da pandemia de covid-19 defende a quebra de sigilo informático do Presidente do país, Jair Bolsonaro, e pediu que seja suspenso das redes sociais por divulgar informações falsas.

A quebra de sigilo foi incluída no relatório final da comissão parlamentar de inquérito (CPI) da pandemia, que será votado esta terça-feira pelos 11 membros no Senado brasileiro e que investigou as ações e omissões do Governo na crise sanitária.

A CPI também pediu a suspensão de Bolsonaro de todas as redes sociais por tempo indeterminado depois de, numa transmissão ao vivo na quinta-feira, ter sugerido que quem foi vacinado contra a covid-19 corre o risco de contrair sida.

As declarações foram sancionadas pelo Facebook e o Instagram, que retiraram o vídeo, e posteriormente pelo YouTube, que suspendeu o canal do Presidente brasileiro por sete dias.

Além de pedir a suspensão de Jair Bolsonaro das redes sociais, os senadores da CPI da pandemia querem que se retrate em relação às últimas declarações.

A CPI encaminhará o pedido ao Supremo Tribunal Federal, que já está investigando Bolsonaro num processo sobre divulgação de notícias falsas na Internet.

O relatório, que será enviado a vários órgãos judiciais se aprovado por maioria simples, inclui entre os quase 70 acusados quatro ministros, três filhos de Bolsonaro, parlamentares de extrema-direita e empresários que tentaram vender vacinas de forma fraudulenta ao Governo brasileiro.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG