Região da capital do Chile entra em confinamento apesar de vacinação massiva

A medida afetará mais de sete milhões de habitantes que residem na região, a mais populosa do país, e entrará em vigor a partir deste sábado

As autoridades sanitárias chilenas impuseram esta quinta-feira um novo confinamento total na região à qual pertence a capital Santiago, devido ao aumento dos casos de covid-19, apesar de 57% da população-alvo já estar vacinada.

A medida afetará mais de sete milhões de habitantes que residem na região, a mais populosa do país, e entrará em vigor a partir de sábado. Aqueles que já completaram a vacinação poderão circular apenas dentro das comunas em que residem.

"A partir deste sábado, toda a Região Metropolitana voltará ao confinamento", disse a vice-secretária de Saúde Pública, Paula Daza.

É a terceira vez em 14 meses de pandemia que as autoridades chilenas tomam essa medida, num dia em que foram registados 7716 novos casos e 198 mortes por covid-19, totalizando 1.453.478 infectados e 30.339 mortos desde a deteção do primeiro caso no Chile, a 3 de março de 2020.

O aumento das infecções mantém a ocupação dos internamentos em hospitais de todo o país em quase 96%.

O aumento ocorre numa altura em que o inverno está prestes a começar e em que 11,1 milhões de pessoas estão vacinadas com pelo menos uma dose (74,5%) e 8,6 milhões com as duas doses (57%) numa população-alvo de 15,2 milhões de pessoas (de um total de 19 milhões habitantes).

A vacinação em massa começou no dia 3 de fevereiro e esta quinta-feira foi a vez dos maiores de 22 anos. A partir de 21 de junho, adolescentes a partir de 12 anos começarão a ser vacinados.

Nesta quinta-feira, o Instituto de Saúde Pública (ISP) aprovou a utilização de emergência da vacina Janssen da Johnson & Johnson, que chegará ao país através do mecanismo internacional Covax da Organização Mundial de Saúde (OMS).

Esta vacina de dose única é a quinta aprovada pelas autoridades chilenas e junta-se às que já estão a ser aplicadas: Sinovac (17,1 milhões), Pfizer/BioNTech (4,5 milhões), AstraZeneca (693.600) e CanSino (300.000).

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