Professores e funcionários ainda sem vacina correm risco de suspensão em Itália

No caso dos professores universitários, estes correm o risco de ter as funções e os salários suspensos caso não apresentem o certificado, a menos que não tenham sido vacinados por motivos de saúde.

Mais de 200 mil professores e funcionários escolares em Itália ainda não receberam qualquer dose da vacina contra a covid-19 a um mês do arranque do ano letivo, correndo o risco de suspensão e perda de salário no regresso.

A apresentação do certificado sanitário é obrigatória para funcionários e docentes no regresso às aulas, que deve comprovar ou que estão vacinados, ou recuperados da doença ou um teste negativo à covid-19.

Os dados semanais do Governo italiano sobre a campanha de vacinação no país, hoje divulgado, mostra que dos 1.465.572 professores e funcionários escolares do país, 217.870 ainda não foram vacinados com a primeira dose da vacina, representando 14,87% do total.

No caso dos professores universitários, estes correm o risco de ter as funções e os salários suspensos caso não apresentem o certificado, a menos que não tenham sido vacinados por motivos de saúde.

A decisão, que está a provocar um aceso debate, foi criticada pelos sindicatos, que acreditam que "não se pode introduzir suspensões e sanções" e consideram que isto pode criar um "precedente perigoso".

Lamentaram também que com a decisão aos diretores escolares seja agora acometida a função de inspetores sanitários, que devem assegurar que os professores têm o certificado sanitário.

Desde sexta-feira, o certificado sanitário, conhecido como 'Green Pass' (Passe Verde), é obrigatório em Itália para consumir dentro de bares e restaurantes, assim como para entrar em museus, teatros, cinemas, ginásios ou grandes eventos como concertos.

Será também obrigatório nos transportes públicos a partir de setembro e até ao final do ano, quando termina o estado de emergência no país.

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