O coordenador humanitário das Nações Unidas, Tom Fletcher, afirmou que este sábado, dia 27 de junho, é um dia "crucial" para as operações de busca e salvamento na Venezuela, à medida que equipas internacionais continuam a chegar às zonas mais afetadas pelos sismos.Segundo o responsável, estão já mobilizadas 39 equipas internacionais de busca e salvamento, num total de cerca de 2.000 operacionais provenientes da Europa, América, Médio Oriente e outras regiões. As equipas contam ainda com 111 cães especializados em operações de resgate.Em declarações à BBC, Tom Fletcher sublinhou que os socorristas trabalham "minuto a minuto, hora a hora", guiados pela esperança de encontrar pessoas com vida sob os escombros. "O pior é quando essas vozes se calam", afirmou..O Presidente da República, António José Seguro, reuniu-se com a comunidade portuguesa da Florida, no sudeste dos EUA, incluindo vários luso-venezuelanos, e fez um minuto de silêncio pelas vítimas dos sismos na Venezuela."Estou feliz por estar aqui convosco, mas quero também dizer-vos que estou a acompanhar em permanência, em articulação com o Governo português, e com muita preocupação a situação que se está a viver na Venezuela. Em especial a situação da grande comunidade de portugueses e luso-venezuelanos naquele país", começou por dizer o chefe de Estado, na sexta-feira.Numa receção à comunidade portuguesa do estado da Florida, num hotel em Miami, Seguro lamentou as 28 mortes já confirmadas de portugueses e lusodescendentes devido aos sismos que atingiram a Venezuela na quarta-feira."Expresso sentidas condolências às famílias. Sei que muitos de vós aqui sois também luso-venezuelanos. Espero que as vossas famílias estejam bem e que já tenham tido oportunidade de falar, de contactar com elas. Que encontrem todos vós, e sobretudo aqueles que vivem ainda momentos de angústia, e em particular aqueles que vivem momentos de perda, força e coragem para enfrentar esta tragédia", acrescentou.O Presidente da República dirigiu-se então ao público e pediu que o acompanhassem num momento de silêncio em homenagem àqueles que perderam a vida nessa catástrofe.Os dois grandes sismos que foram registados na Venezuela, na quarta-feira, causaram pelo menos 929 mortos e 3.360 feridos, segundo o mais recente balanço oficial.Lusa.A missão portuguesa para ajudar nas buscas, salvamento e primeiros socorros após os sismos na Venezuela partiu de Beja, com os 64 elementos transportados em dois aviões da Força Aérea, anunciaram as Forças Armadas.Num comunicado, o Gabinete do Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas, general João Cartaxo Alves, disse que o primeiro avião partiu da Base Aérea N.º 11 às 22:22 de sexta-feira, com o segundo a descolar às 23:57.Fazem parte da força conjunta elementos da Unidade Especial de Proteção e Socorro (UEPS) da Guarda Nacional Republicana, da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) e do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), que reúnem “capacidades especializadas em operações de busca e salvamento, recuperação de vítimas, resposta a catástrofes e apoio médico de emergência”, refere a nota.O líder das Forças Armadas indicou também que seguem a bordo cerca de 23 toneladas de ajuda humanitária, incluindo "equipamentos de proteção individual, material de busca e salvamento, equipamento médico, medicamentos, tendas, geradores, bens alimentares", para apoiar as operações de socorro e assistência às populações afetadas.A operação reafirma "o compromisso de Portugal com a solidariedade internacional, o apoio às populações afetadas por catástrofes e a proteção das comunidades portuguesas no estrangeiro", sublinha o comunicado.Na sexta-feira, a diplomacia portuguesa disse que a operação resulta de um esforço de coordenação que envolveu especialmente os ministérios dos Negócios Estrangeiros, da Defesa Nacional, da Administração Interna e da Saúde.Em declarações à Lusa, o segundo comandante nacional da ANEPC, José Ribeiro, afirmou que os elementos da missão têm “muita experiência” em cenários de sismos.Segundo José Ribeiro, o planeamento feito para a duração da missão portuguesa foi de 10 dias e mais dois de reserva, tendo sido também o que foi feito pelas forças internacionais que estão no terreno.Lusa.Um grupo de moradores e familiares de pessoas presas sob os escombros de um edifício em Caracas atingido pelos devastadores sismos na Venezuela vaiou na sexta-feira a presidente interina, Delcy Rodríguez."Chega de campanha política no meio de uma tragédia como a que estamos a viver", frisaram à governante, de acordo com a agência France-Presse (AFP).Rodríguez visitava uma zona nobre da capital perto de um edifício que ruiu na quarta-feira e os moradores acusaram também o Governo de "não fazer nada pelo povo".O ministro do Interior da Venezuela, Diosdado Cabello, anunciou a restrição de acesso ao Estado de La Guaira (norte, perto de Caracas), a zona mais afetada pelos sismos, a partir das 20:00 de sexta-feira (01:00 de sábado em Lisboa).Num discurso na emissora estatal, Cabello especificou que qualquer pessoa que deseje viajar para La Guaira deve registar-se junto do Governo em Caracas para "impedir que pessoas sem qualquer missão designada" entrem no Estado.O objetivo desta medida é facilitar os esforços de socorro e evitar obstruções, sublinhou o alto responsável chavista.Antes, a presidente interina tinha pedido aos cidadãos que não se deslocassem a La Guaira, a cerca de 40 quilómetros de Caracas, para facilitar as operações de resgate.Aproximadamente cem edifícios ruíram em La Guaira, enquanto continua a mobilização de mais de cem máquinas pesadas para o resgate de pessoas presas nos escombros, e foi anunciado o envio de 11.500 agentes de segurança de várias instituições.Milhares de civis venezuelanos estão a fazer voluntariado nos esforços de resgate nos edifícios afetados e também organizaram campanhas de recolha de mantimentos e entrega de donativos para várias áreas de Caracas e La Guaira.Lusa.A Venezuela voltou a ser abalada por um sismo de magnitude 5,4 na escala de Richter, depois de, na quarta-feira, dois sismos de 7,2 e 7,5, causarem pelo menos 929 mortos.O novo abalo, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos, de magnitude preliminar 5,4 graus, teve lugar pelas 18:16 de sexta-feira (23:16 em Lisboa), junto à costa do estado venezuelano de Arágua, 44 quilómetros a norte da cidade de Maracay.O sismo, segundo reportado nas redes sociais, foi sentido intensamente nos estados de Arágua, Carabobo, Miranda, La Guaira e no Distrito Capital.A Fundação Venezuelana de Investigações Sismológicas confirmou a ocorrência de um novo sismo, pelas 18:16, apontando uma magnitude de 4,9, com o epicentro a uma profundidade de 4,6 quilómetros, 50 quilómetros a noroeste de La Victoria.O sismo foi precedido por outro de magnitude 2,9, que ocorreu pelas 18:02 (23:02 em Lisboa), 17 quilómetros a noroeste da localidade de San Felipe e 290 quilómetros a oeste de Caracas, a capital do país.Os dois grandes sismos que foram registados na Venezuela, na quarta-feira, causaram pelo menos 929 mortos e 3.360 feridos, segundo o mais recente balanço oficial.Entre os mortos, há pelo menos 28 portugueses e lusodescendentes, e outros 85 estão desaparecidos.Segundo a ONU, mais de 50 mil pessoas estão desaparecidas.Portugal e outros sete países da União Europeia vão enviar equipas de busca e salvamento para a Venezuela.Os sismos de magnitude 7,2 e 7,5 ocorreram a 200 quilómetros de Caracas, com menos de um minuto de intervalo e foram seguidos por mais de 20 réplicas, de acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos.Dezenas de edifícios ruíram ou ficaram gravemente danificados na capital Caracas e na região de La Guaira, uma das mais afetadas.Segundo a imprensa local, desde a quarta-feira já se registaram mais de 300 réplicas, embora de menor intensidade.Lusa