Presidente da Moldova reúne Conselho de Supremo de Segurança após explosões na Transnístria

Duas explosões danificaram uma torre de rádio e, na segunda-feira, as autoridades separatistas relataram um ataque com lançador de granadas contra um prédio oficial na capital regional Tiraspol.

A Presidente da Moldova convocou esta terça-feira o seu Conselho Supremo de Segurança após uma série de explosões ocorridas na região separatista pró-russa da Transnístria, levantando temores do conflito na Ucrânia chegar ao país, anunciou a Presidência.

Maia Sandu "realizará hoje uma reunião do Conselho Supremo de Segurança devido aos incidentes na região da Transnístria", indicou a Presidência da Moldova num comunicado.

A nota especificou que a reunião governamental começará às 10:00 TMG (11:00 em Lisboa) e a Presidente fará uma conferência de imprensa no final da reunião, cerca das 12:00 TMG (13:00).

Esta terça-feira, duas explosões danificaram uma torre de rádio e, na segunda-feira, as autoridades separatistas relataram um ataque com lançador de granadas contra um prédio oficial na capital regional Tiraspol.

Esses dois incidentes não causaram vítimas, mas reforçam o medo do conflito que assola a vizinha Ucrânia se estender à Moldova.

A Moldova alcançou a independência no início dos anos 1990, com o colapso da União Soviética, mas as tropas da Rússia estabelecidas numa franja do território, com menos de meio milhão de habitantes, conhecida como Transnístria, opuseram-se às autoridades moldavas e estabeleceram um novo estado independente, declarando uma república de facto.

A Transnístria não é reconhecida internacionalmente como país, mas continua a existir como entidade separada da Moldova.

Calcula-se que um contingente de cerca de dois mil soldados russos se mantém permanentemente na Transnístria.

Tiraspol encontra-se a apenas uma centena de quilómetros do porto ucraniano de Odessa, um dos objetivos da atual campanha do Kremlin.

A Rússia lançou em 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que já matou mais de dois mil civis, segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU), que alerta para a probabilidade de o número real ser muito maior.

A guerra causou já a fuga de mais de 12 milhões de pessoas, das quais mais de 5,16 milhões para fora do país, de acordo com os mais recentes dados da ONU -- a pior crise de refugiados na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

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