Convidado pelo PSDB em março a candidatar-se pela quinta vez à presidência da República do Brasil em outubro, Ciro Gomes pensou durante cerca de um mês e decidiu recusar nesta segunda-feira, 11 de maio. No entanto, o político vai a votos no sufrágio: no próximo fim de semana anuncia a candidatura a governador do Ceará, estado que dirigiu nos anos de 1990, antes ainda de iniciar carreira no âmbito nacional. “Queria ser uma opção para essa polarização mas pendi para o Ceará”, afirmou o político à margem da participação num painel sobre a atual situação política brasileira no Fórum Otimista Brasil 2026, organizado pela Fundação Armando Álvares Penteado. O convite a Ciro fora feito por Aécio Neves, líder do PSDB e segundo mais votado nas eleições de 2014, e chegou a fazer o político de 68 anos balançar. “Vinha estruturando candidatura ao estado do Ceará mas uma convocação como essa não pode ser só um afago ao meu sofrido coração”, dissera, na altura do convocação. Aécio justificou o convite “como a tentativa de percorrer um novo caminho para o Brasil”. “Fiz um apelo para que ele se disponha a liderar um novo caminho para o Brasil, o caminho do centro democrático, liberal na economia, inclusivo do ponto de vista social, responsável no campo da gestão pública”, afirmara Aécio.As eleições, marcadas para 2 de outubro, vão ter como principais concorrentes Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores, que busca a reeleição e o quarto mandato da sua carreira política, e Flávio Bolsonaro, do Partido Liberal, senador da República e filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro. Além de Lula, de esquerda, e de Flávio, de direita, candidatam-se ainda, entre outros, os governadores Romeu Zema e Ronaldo Caiado, ambos de direita, e Augusto Cury, um psiquiatra best seller.