Segundo um alto responsável iraniano, citado pela agência Reuters sob anonimato, a nova proposta de negociações apresentada pelo Irão visava criar condições para um acordo que pusesse fim ao conflito em curso através de um modelo faseado: primeiro, o fim das hostilidades e a reabertura do tráfego marítimo no Estreito de Ormuz; depois, numa fase posterior, negociações sobre limitações ao programa nuclear iraniano.Segundo a mesma fonte, o plano incluía ainda garantias de que os Estados Unidos e Israel não voltariam a atacar o Irão, bem como o levantamento do bloqueio imposto por Washington a navios provenientes de portos iranianos.“Dentro deste enquadramento, as negociações sobre a questão nuclear, mais complexa, foram remetidas para a fase final para criar um ambiente mais favorável”, afirmou o responsável iraniano.Em resumo, a proposta tinha cinco condições-chave: - A guerra termina com a garantia de que Israel e os EUA não atacariam novamente;- O Irão abre o Estreito de Ormuz- Os EUA suspendem o bloqueio aos portos iranianos.- Futuras negociações sobre o programa nuclear iraniano serão realizadas em troca da suspensão das sanções americanas.- Washington reconhece o direito do Irão de enriquecer urânio para fins pacíficos, mesmo que o Irão concorde em suspendê-lo.A proposta foi, no entanto, rejeitada por Donald Trump, que afirmou não estar satisfeito com os termos apresentados. “Estão a pedir coisas com as quais não posso concordar”, disse o presidente norte-americano, sem detalhar quais os pontos em desacordo..O primeiro-ministro da Polónia, Donald Tusk, lançou um sério aviso sobre o futuro da NATO, afirmando que a aliança enfrenta um processo de "desintegração interna". Numa publicação nas redes sociais, o chefe do governo polaco sublinhou que a maior ameaça à comunidade transatlântica não provém de inimigos externos, mas sim da erosão da própria unidade entre os aliados.Embora Tusk não tenha mencionado directamente a decisão de Washington, estas declarações surgem num momento de elevada tensão, após o anúncio de retirada de 5000 militares norte-americanos estacionados na Alemanha, motivada por divergências estratégicas relacionadas com o conflito no Irão. "Devemos todos fazer o que for necessário para inverter esta tendência desastrosa", instou o governante.A Polónia, que partilha fronteiras com a Rússia e a Bielorrússia, encara a estabilidade da NATO como um pilar fundamental da sua segurança nacional. Perante o agravamento do cenário geopolítico na região, Varsóvia tornou-se o Estado-membro da União Europeia com maior investimento militar em percentagem do PIB, tendo registado, no ano passado, o maior efectivo militar da sua história recente, de acordo com dados oficiais da NATO..O Irão está a reduzir a produção de petróleo devido à crescente pressão sobre os stocks causada pelo bloqueio americano no Estreito de Ormuz, avançou a Bloomberg neste sábado, citando um alto funcionário iraniano."Com o bloqueio naval americano no Estreito de Ormuz em relação ao comércio de petróleo iraniano, as exportações caíram a pique nas últimas semanas e a capacidade de armazenamento está a esgotar-se rapidamente", segundo as informações avançadas à Bloomberg.Fontes familiarizadas com a política energética do Irão afirmam que, aos níveis de produção atuais, o país terá cerca de um mês até ficar sem capacidade de armazenamento, se não conseguir escoar o produto..Os Estados Unidos estão a alertar empresas de transporte marítimo de que poderão enfrentar sanções caso efetuem pagamentos ao Irão para garantir passagem segura no Estreito de Ormuz, segundo a Associated Press (AP).O aviso foi emitido na sexta-feira pelo Gabinete de Controlo de Ativos Estrangeiros dos EUA (OFAC), no contexto do agravamento das tensões entre Washington e Teerão pelo controlo daquela rota estratégica, por onde passa cerca de um quinto do comércio mundial de petróleo e gás natural.De acordo com o OFAC, as exigências de pagamento por parte do Irão podem assumir várias formas, incluindo “ativos digitais, compensações, trocas informais ou outros pagamentos em espécie”, abrangendo até donativos ou pagamentos em embaixadas iranianas.O Irão intensificou o controlo do estreito após o início da guerra a 28 de fevereiro, lançada pelos Estados Unidos e por Israel, tendo atacado e ameaçado navios comerciais e, posteriormente, passado a oferecer rotas alternativas junto à sua costa mediante pagamento, numa prática descrita pelas autoridades norte-americanas como um sistema de “portagem”.Em resposta, os EUA impuseram a 13 de abril um bloqueio naval aos portos iranianos, impedindo a saída de petroleiros e reduzindo receitas petrolíferas essenciais para a economia iraniana - desde então 45 navios comerciais foram já instruídos a inverter a rota..O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a Marinha norte-americana tem atuado “como piratas” nas operações contra o Irão, referindo-se à apreensão de um navio iraniano e ao bloqueio de portos naquele país.Falando num evento na Florida, na sexta-feira, Trump descreveu de forma direta a atuação militar sobre o navio apreeendido: “Tomámos o navio, tomámos a carga, tomámos o petróleo. É um negócio muito lucrativo”, declarou. “Somos como piratas… mais ou menos como piratas, mas não estamos a brincar.”.Ataques aéreos israelitas no sul do Líbano mataram este sábado pelo menos sete pessoas e feriram outras, numa altura em que continuam as hostilidades entre Israel e o Hezbollah, apesar de estar em vigor um cessar-fogo.Os bombardeamentos israelitas no sul do Líbano ocorreram no mesmo dia em que o exército de Israel emitiu um novo aviso de evacuação de nove aldeias do sul.As forças armadas israelitas e o Hezbollah libanês têm mantido os ataques, apesar do cessar-fogo em vigor desde 17 de abril.A agência noticiosa estatal libanesa National News Agency (NNA) informou que um ataque aéreo contra um carro na aldeia de Kfar Dajal matou duas pessoas, enquanto outro atingiu uma habitação na aldeia de Lwaizeh, causando três mortos. A NNA relatou ainda um ataque à aldeia de Shoukin que fez duas vítimas mortais.A porta-voz de língua árabe do exército israelita, tenente-coronel Ella Waweya, escreveu na rede social X que a força aérea de Israel realizou cerca de 50 ataques aéreos nas últimas 24 horas, afirmando que tiveram como alvo infraestruturas e membros do Hezbollah.O Hezbollah afirmou, por sua vez, ter atacado tropas israelitas reunidas no interior de uma casa na aldeia costeira de Bayed, recorrendo a um drone.A mais recente guerra entre Israel e o Hezbollah começou a 2 de março, quando o grupo lançou 'rockets' contra o norte de Israel, dois dias depois de os Estados Unidos e Israel terem iniciado uma guerra contra o seu principal aliado, o Irão.Desde então, Israel realizou centenas de ataques aéreos e lançou uma ofensiva terrestre no sul do Líbano, capturando dezenas de cidades e aldeias ao longo da fronteira.Entretanto, Líbano e Israel realizaram as primeiras conversações diretas em mais de três décadas.Os dois países estão formalmente em estado de guerra desde a criação do Estado de Israel, em 1948..Sete países da OPEP+ (Organzização de Países Exportadores de Petróleo) chegaram a um acordo de princípio para aumentar ligeiramente as quotas de produção de petróleo em junho, após a saída dos Emirados Árabes Unidos da aliança, segundo fontes citadas pela Reuters na véspera de uma reunião desses países, este domingo.Este grupo deverá elevar os objetivos de produção em cerca de 188 mil barris por dia. O aumento segue a mesma linha da subida anunciada no mês anterior (206 mil barris diários), ajustada para excluir a participação dos Emirados, que abandonaram formalmente a organização a 1 de maio.Apesar da decisão, o impacto prático da medida será limitado no curto prazo. A guerra entre os Estados Unidos e Israel contra o Irão, iniciada a 28 de fevereiro, provocou o encerramento do estratégico Estreito de Ormuz, interrompendo grande parte do transporte marítimo de petróleo na região. Este bloqueio está a afetar significativamente as exportações de produtores-chave como a Arábia Saudita, o Iraque e o Kuwait.“O aumento é, nesta fase, sobretudo simbólico”, indicou uma das fontes, sublinhando que as perturbações logísticas têm um efeito muito superior às metas formais de produção.Segundo dados divulgados pela própria OPEP no mês passado, a produção total do grupo caiu para 35,06 milhões de barris por dia em março, menos 7,7 milhões face a fevereiro. A maior parte desta redução foi registada na Arábia Saudita e no Iraque, devido às limitações nas exportações. Fora do Golfo, a Rússia também reduziu a produção, após danos em infraestruturas causados por ataques com drones ucranianos.Os sete países que participam na reunião de domingo - Arábia Saudita, Iraque, Kuwait, Argélia, Cazaquistão, Rússia e Omã - têm sido os principais responsáveis pelas decisões mensais da OPEP+ nos últimos anos. Com a saída dos Emirados, a organização passa a contar com 21 membros, mas mantém o mesmo núcleo decisor..A administração norte-americana aprovou vendas de equipamento militar no valor superior a 8,6 mil milhões de dólares (cerca de 7,3 mil milhões de euros) a aliados no Médio Oriente, contornando o habitual processo de revisão pelo Congresso, segundo anunciou o departamento de Estado.De acordo com a Reuters, a decisão abrange transações com Israel, Qatar, Kuwait e Emirados Árabes Unidos, e foi justificada com a existência de uma situação de emergência, permitindo assim dispensar os procedimentos normais de supervisão legislativa.Entre os contratos aprovados destaca-se a venda ao Qatar de serviços de reposição do sistema de defesa aérea Patriot, no valor de 4,01 mil milhões de dólares, bem como sistemas de armas de precisão (APKWS) avaliados em cerca de 992 milhões de dólares.O Kuwait deverá receber um sistema integrado de comando de batalha no valor de 2,5 mil milhões de dólares, enquanto Israel e os Emirados Árabes Unidos também foram autorizados a adquirir sistemas APKWS, por montantes de aproximadamente 992 milhões e 147,6 milhões de dólares, respetivamente.Segundo o Departamento de Estado dos EUA, empresas como a BAE Systems, Lockheed Martin, RTX Corporation e Northrop Grumman serão as principais envolvidas nas vendas..A NATO está "a trabalhar" com os Estados Unidos para "entender os detalhes" do anúncio do presidente americano Donald Trump sobre a retirada de 5.000 soldados americanos de bases na Alemanha, disse a porta-voz da Aliança Atlântica Allison Hart, numa publicação nas redes sociais.. Hart também referiu que "este ajuste sublinha a necessidade de a Europa continuar a investir mais em defesa e a assumir uma maior parte da responsabilidade pela nossa segurança comum", acrescentando que já se estão a "ver progressos" desde que os aliados concordaram em investir 5% do PIB na cimeira da NATO realizada em Haia no ano passado."Continuamos confiantes na nossa capacidade de garantir a nossa dissuasão e defesa à medida que prossegue esta transição para uma Europa mais forte numa NATO mais forte", afirmou, citada pela agência espanhola EFE..Um alto comandante militar iraniano afirmou este sábado que o retomar da guerra entre o Irão e os Estados Unidos é "provável" , após o presidente americano Donald Trump ter dito que não estava satisfeito com uma nova proposta de negociação apresentada pelos iranianos."As Forças Armadas estão totalmente preparadas para qualquer nova aventura ou loucura dos americanos", disse o General Mohamad Jafar Asadi, de acordo com a agência de notícias Fars, ligada à Guarda Revolucionária, citada pela agência EFE..O ministro da Defesa alemão disse este sábado que a retirada parcial dos soldados norte-americanos da Alemanha era previsível, mas que o anúncio do Pentágono deixa claro que a Europa deve assumir mais responsabilidade para garantir a própria segurança.“É claro: no seio da Organização do Tratado do Atlântico Norte [NATO, na sigla em inglês] temos de nos tornar mais europeus para podermos continuar a ser transatlânticos. Por outras palavras: nós, europeus, temos de assumir uma maior responsabilidade pela nossa própria segurança”, assinalou Boris Pistorius num comunicado divulgado pelo canal do WhatsApp do Ministério da Defesa alemão, citado pela agência de notícias espanhola EFE.O Pentágono informou sexta-feira que iria retirar cerca de 5.000 soldados da Alemanha nos próximos seis a 12 meses. O anúncio surge na sequência das críticas do chanceler alemão, Friedrich Merz, sobre a alegada falta de uma estratégia de saída de Washington do conflito com o Irão e a “humilhação” a que, na sua opinião, o regime de Teerão submete os EUA.O ministro da Defesa alemão sublinhou que, de qualquer forma, o facto de os EUA “retirarem tropas da Europa e também da Alemanha” era previsível, uma vez que a Administração de Donald Trump tinha avisado que iria rever a sua presença no Velho Continente.O ministro da Defesa alemão sustentou, no entanto, que “a presença de soldados norte-americanos na Europa, e especialmente na Alemanha, é do interesse tanto da Alemanha como dos EUA, e considerou que retirar cerca de 5.000 soldados é número limitado de soldados em comparação com os “quase 40.000 que estão estacionados na Alemanha”.Pistorius referiu que EUA e Alemanha estão a trabalhar em estreita colaboração na base aérea de Ramstein, no sudoeste, em Grafenwöhr, no sudeste, em Frankfurt, no oeste, e noutros locais “pela paz e segurança na Europa, pela Ucrânia e pela dissuasão conjunta”.Sublinhou ainda que, para os EUA, as suas bases na Alemanha são igualmente importantes, uma vez que “ali se concentram outras funções militares, por exemplo, para os seus interesses de política de segurança em África e no Médio Oriente”.Em Estugarda estão aquartelados o Comando Europeu dos Estados Unidos (EUCOM) e o Comando para África (AFRICOM).De qualquer forma, na opinião de Pistorius, o que o anúncio da Administração de Donald Trump deixa claro é que a Europa deve assumir uma maior liderança na sua própria defesa no âmbito da NATO, tal como o Presidente norte-americano exigiu em numerosas ocasiões.“A Alemanha está no bom caminho. Estamos a crescer: a nossa Bundeswehr (Forças Armadas) será maior, adquirimos mais material com maior rapidez e apostamos na inovação, além de construirmos mais infraestruturas”, afirmou.Pistorius também assegurou que, em todas as tarefas futuras, a Alemanha vai coordenar estreitamente com os seus aliados, especialmente no âmbito do chamado Grupo dos Cinco, ou seja, com o Reino Unido, França, Polónia e Itália..Os Estados Unidos vão retirar cerca de 5.000 militares estacionados na Alemanha, anunciou o Pentágono na sexta-feira, numa decisão que surge num momento de agravamento das tensões entre Washington e vários aliados europeus devido à guerra com o Irão.De acordo com responsáveis norte-americanos, a medida será implementada ao longo dos próximos seis a doze meses. Atualmente, encontram-se cerca de 35.000 militares dos EUA destacados em território alemão, o maior contingente norte-americano na Europa.A decisão surge após um desacordo público entre o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o chanceler alemão, Friedrich Merz. O líder alemão afirmou recentemente que o Irão estaria a “humilhar” os Estados Unidos nas negociações para pôr fim ao conflito, acrescentando não compreender qual a estratégia de saída de Washington para uma guerra que já dura há dois meses.Um alto responsável do Pentágono, citado pela Reuters sob anonimato, considerou que “a retórica recente da Alemanha foi inadequada e pouco útil”. Segundo a mesma fonte, “o Presidente está legitimamente a reagir a comentários contraproducentes”.O mesmo responsável sublinhou ainda que a redução do contingente militar permitirá regressar a níveis de presença semelhantes aos anteriores a 2022, antes da invasão da Ucrânia pela Rússia, que levou a um reforço das tropas norte-americanas na Europa durante a presidência de Joe Biden.A administração Trump tem defendido que a Europa deve assumir um papel mais central na sua própria segurança, e esta decisão é apresentada também nesse contexto. Ainda assim, analistas consideram que o anúncio reforça a ideia de que Washington está disposto a reagir de forma firme a posições consideradas desalinhadas por parte dos aliados.Segundo a Reuters, um relatório interno do Pentágono, divulgado na semana passada, apontava para possíveis medidas de pressão sobre países da NATO que não apoiem suficientemente as operações norte-americanas no conflito com o Irão. Entre as hipóteses discutidas estariam a suspensão da Espanha da Aliança Atlântica e a revisão da posição dos EUA sobre a soberania britânica das Ilhas Malvinas..Aviação. Custos da guerra dão “machadada final” na Spirit Airlines, que encerra atividade ao fim de 34 anos.Trump declara fim das hostilidades com o Irão e contorna necessidade de pedir autorização ao Congresso