Pelo menos 18 pessoas morreram em ataques israelitas na Faixa de Gaza entre a noite de segunda-feira e esta terça-feira, incluindo seis mulheres e quatro crianças, segundo um novo balanço feito pelas autoridades de saúde do enclave palestiniano.As autoridades da Faixa de Gaza, controlada pelo grupo islamita Hamas, tinham indicado inicialmente a morte de seis pessoas nestes ataques.Dois ataques na cidade de Deir al-Balah, no centro da Faixa de Gaza, mataram duas mulheres e os seus quatro filhos, com idades entre 1 mês e 9 anos. Uma das mulheres estava grávida e o bebé não sobreviveu, de acordo com o hospital Al-Aqsa, que recebeu os corpos.Outras 12 pessoas foram mortas em dois ataques na cidade de Khan Yunis, no sul do enclave palestiniano, segundo o hospital Europeu.Os militares israelitas não fizeram ainda comentários sobre estes ataques. Israel diz que só tem como alvo os combatentes islamitas e acusa-os de se esconderem entre civis em abrigos e acampamentos para deslocados.Entretanto, os rebeldes iemenitas Huthis, apoiados pelo Irão, lançaram um míssil contra o centro de Israel, fazendo disparar as sirenes e obrigando as pessoas a abrigarem-se, mas não causou vítimas.A polícia disse que várias casas foram danificadas nos arredores de Jerusalém e divulgou uma fotografia de uma cápsula de míssil que caiu sobre um telhado.Estes ataques acontecem quando decorrem negociações para um cessar-fogo entre Israel e o grupo palestiniano Hamas na Faixa de Gaza, intermediado por países árabes e os Estados Unidos, em Doha.As autoridades manifestaram um crescente otimismo de que poderão concluir um acordo nos próximos dias, após mais de um ano de negociações que falharam repetidamente.Uma última ronda de negociações entre Israel e o Hamas sobre tréguas em Gaza deverá realizar-se esta terça-feira no Qatar."Uma última ronda de negociações deve ter lugar hoje em Doha", entre os chefes dos serviços secretos israelitas, os mediadores norte-americanos e o primeiro-ministro do Qatar, por um lado, e os mediadores e o movimento palestiniano Hamas, por outro, segundo disse à AFP fonte próxima das negociações.A fonte, que não quis ser identificado, acrescentou que o encontro pretende "finalizar os últimos pormenores do acordo".No entanto, o ministro israelita da Segurança Nacional, Itamar Ben Gvir, apelou esta terça-feira aos aliados de extrema-direita para que ajudem a travar o eventual cessar-fogo em Gaza e o acordo de libertação de reféns que está a ser negociado no Qatar..Ministro da Segurança israelita rejeita eventual acordo de tréguas com Hamas. Na segunda-feira, o presidente cessante dos Estados Unidos, Joe Biden, disse que um acordo para um cessar-fogo está “prestes” a ser alcançado. "Estamos prestes a ver uma proposta que apresentei há vários meses finalmente ser concretizada", afirmou durante um discurso, salientando que o seu governo está a trabalhar "urgentemente para fechar este acordo" antes de passar a pasta a Donald Trump.“Está muito perto e estamos muito esperançosos de que finalmente cruzaremos a linha de chegada, depois de todo este tempo”, frisou.A guerra em Gaza foi desencadeada pelo ataque executado pelo Hamas em 07 de outubro de 2023, que resultou na morte de 1.210 pessoas, a maioria civis, segundo um levantamento da agência de notícias AFP baseada em dados oficiais israelitas. Nesse dia, 251 pessoas foram também raptadas.Mais de 46.500 pessoas, a maioria civis, foram mortas na campanha militar de retaliação de Israel em Gaza, de acordo com dados do Ministério da Saúde do Hamas, que a ONU considera credíveis.