Pelo menos 139 mortos e 86 desaparecidos em naufrágio ao largo do Djibuti, diz OIM
Pelo menos 139 migrantes, incluindo 15 crianças, morreram e 86 estão desaparecidos na sequência de um naufrágio na noite de 08 para 09 de outubro ao largo da costa do Djibuti, indicou este domingo (11 de outubro) a Organização Internacional para as Migrações (OIM), agência da ONU.
Segundo relatos de sobreviventes, o barco, que transportava 350 pessoas do Djibuti para o Iémen, virou-se perto de Guhere, a norte da cidade djibutiana de Oboque, de acordo com um comunicado da OIM publicado no seu site.
"Trata-se de uma perda de vidas devastadora. Os nossos pensamentos estão com os sobreviventes e com as famílias que perderam entes queridos ou que continuam sem notícias dos seus familiares", afirmou Alexandre Coissac, chefe da missão da agência no Djibuti.
Segundo a organização, entre os 139 corpos recuperados, 52 eram homens, 42 eram mulheres. Entre as 15 crianças, estavam nove meninas e seis rapazes.
"Mais de 80 pessoas sobreviveram ao naufrágio, todas cidadãs etíopes. A OIM está a prestar assistência a 64 sobreviventes no seu Centro de Resposta aos Migrantes (MRC) de Oboque, proporcionando cuidados de saúde, assistência psicossocial, serviços de proteção, alojamento temporário, ajuda alimentar e apoio para restabelecer o contacto com as suas famílias", lê-se no comunicado.
A diretora-geral da OIM, Amy Pope, disse numa atualização que "ninguém entra num barco assim, a menos que acredite que não há outra forma segura de o fazer".
"Não podemos continuar a tratar estas mortes como algo normal. As vias seguras e legais salvam vidas. Apelo aos governos e aos doadores para que ajam antes que o próximo barco naufrague", acrescentou.
As equipas desta agência das Nações Unidas estão no terreno juntamente com as autoridades locais para fornecer ajuda de emergência, garantiu ainda Coissac.


