O número de pedidos de repatriamento de cidadãos portugueses em Israel aumentou para 53 e não se registaram novos pedidos de residentes no Irão, disse à Lusa o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas. "Neste momento, temos 53 pedidos de repatriamento de cidadãos portugueses em Israel. Na zona do Golfo [Pérsico] estamos a fazer um inventário (...), pois é uma zona onde o número de viajantes é muito instável", referiu à Lusa, por telefone, Emídio Sousa, que domingo tinha avançado a existência de 39 pedidos de repatriamento de Israel. Relativamente aos portugueses residentes no Irão, não houve mais pedidos além dos dois cidadãos que abandonaram domingo o país. "Só restam 11 [cidadãos portugueses]. Dos números que tínhamos, eram 13, sendo que dois já saíram ontem [domingo]. Temos ainda a informação que, desses 13, quatro têm dupla nacionalidade", especificou. "Depois há a situação dos outros residentes que estão na zona onde se está a desenrolar o conflito, que estão calmos", garantiu o membro do governo português. O secretário de Estado frisou que o Governo tem pedido às pessoas, particularmente os residentes, que se mantenham em casa e respeitam as recomendações das autoridades locais.Emídio Sousa referiu também que existe a informação de alguns voos estarem a ser retomados no Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. Precisamente no Dubai, 73 portugueses foram identificados num cruzeiro, onde estão retidos por motivos de segurança, "mas estão bem" e foram hoje visitados pelo embaixador português em Abu Dhabi, Fernando Figueirinhas, sendo que têm voo de regresso marcado para dia 07, sábado, acrescentou.A fonte do ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) especificou que Portugal está em permanente contacto com a União Europeia (UE), mas que aplica também, autonomamente, planos de repatriamento. Por fim, Emídio Sousa reiterou a importância da inscrição dos viajantes no portal do viajante do MNE, para ser mais fácil a articulação da resposta diplomática.