Eliza Samudio numa das suas fotos de redes sociais.
Eliza Samudio numa das suas fotos de redes sociais.

Passaporte de mulher brasileira vítima de crime mediático em 2010 aparece em Lisboa

Consulado na capital portuguesa informou ministério das Relações Exteriores do Brasil que encontrou documento de Eliza Samudio, assassinada por Bruno há 15 anos, então guarda-redes do Flamengo.
Publicado a
Atualizado a

O passaporte de Eliza Samudio, modelo de 25 anos assassinada em 2010 por Bruno, então guarda-redes do Flamengo, foi encontrado em Portugal, segundo o Consulado-Geral do Brasil em Lisboa.

O Consulado informou o Ministério das Relações Exteriores do Brasil, que pediu para que o passaporte, já expirado e cancelado, fosse remetido para a sede do órgão em Brasília. O documento ficará agora à disposição da família.

Ouvida pelo portal brasileiro G1, Maria do Carmo, madrinha do filho de Eliza e Bruno e representante legal de dona Sônia, mãe da modelo, afirmou que, apesar da localização do passaporte, não há qualquer dúvida de que Eliza está morta.

A família disse ainda considerar lamentável a repercussão do encontro do documento e classificou o episódio como uma "crueldade" para com Sônia e com o neto dela, Bruninho, dizendo que “ela não tem paz”.

Maria do Carmo afirmou ainda que não sabe se o passaporte é verdadeiro, mas que, se for, a família quer ter acesso ao documento.

Eliza desapareceu em 2010 e o seu corpo nunca foi encontrado. Ela tinha 25 anos e era mãe do filho recém-nascido de Bruno, de quem foi amante. Na altura, o jogador era titular do Flamengo e não reconhecia a paternidade.

Em março de 2013, Bruno foi considerado culpado pelo homicídio triplamente qualificado, sequestro e cárcere privado da jovem, no estado de Minas Gerais. E sentenciado a 22 anos e três meses de prisão pela morte e ocultação do cadáver de Eliza, além do sequestro do filho da jovem. 

Os agentes da polícia Luiz Henrique Romão, conhecido como Macarrão, e Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, que, segundo as investigações, asfixiaram Elisa e fizeram desaparecer o corpo, também foram condenados a penas de 15 e 22 anos, respetivamente. Por participarem no plano, Wemerson Marques, o Coxinha, e Elenilson da Silva, tiveram penas mais leves.

Dayanne Rodrigues, ex-mulher de Bruno, foi inocentada.

Bruno foi para o regime semiaberto em 2018, está em liberdade condicional desde janeiro de 2023 e chegou a jogar futebol profissionalmente logo após deixar a prisão.

O bebé, Bruninho, que foi encontrado com desconhecidos em Ribeirão das Neves, cidade próxima ao local do crime, tem hoje 15 anos e é guarda-redes das camadas jovens do Botafogo e já foi até convocado para a seleção brasileira da categoria.

Artigos Relacionados

No stories found.
Diário de Notícias
www.dn.pt