Aeroporto Cesária Évora
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Passageiros com destino a Lisboa retidos em São Vicente, Cabo Verde

Ligações aéreas em Cabo Verde têm sido afetadas por poeiras da África Ocidental que reduzem a visibilidade e que, na terça-feira, terão impedido a aterragem do avião que voaria para Portugal.
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Os passageiros de um voo da Easyjet da ilha de São Vicente, Cabo Verde, para Lisboa estão desde terça-feira retidos no arquipélago, segundo um testemunho ouvido esta quinta-feira, 19 de fevereiro, pela Lusa.

“O voo tem sido sucessivamente adiado”, lamentou Miguel Figueiredo, um dos passageiros, que viajou acompanhado pela família.

Fonte diplomática disse à Lusa que o escritório consular em São Vicente está a acompanhar a situação junto dos passageiros.

As ligações aéreas em Cabo Verde têm sido afetadas por poeiras da África Ocidental (designadas como “bruma seca”) que reduzem a visibilidade e que, na terça-feira, terão impedido a aterragem do avião que os transportaria de regresso a Portugal.

O voo foi remarcado para quarta-feira, às 10:00 (11:00 em Lisboa) e, apesar da menor visibilidade, outros aviões de ligações internacionais aterraram e descolaram do aeroporto Cesária Évora, em São Vicente, enquanto a aeronave da Easyjet foi desviada para a ilha do Sal – depois de tentar aterrar, sem sucesso, segundo dados de tráfego aéreo.

O avião acabaria por voltar e aterrar na ilha de São Vicente, na quarta-feira, durante a tarde, “um momento aplaudido por todos”, que já se preparavam para o regresso, na sala de embarque, descreveu Miguel Figueiredo.

No entanto, “a tripulação informou que já tinha atingido o limite de horas de voo” e a companhia ainda não adiantou mais informações sobre o regresso a Lisboa.

Hoje, um voo marcado para o período da manhã tem sido adiado.

Segundo o mesmo passageiro, a primeira noite já tinha sido “um problema, por dificuldades no alojamento” – lotado com as celebrações de Carnaval, uma das atrações turísticas de São Vicente –, havendo mesmo quem tenha pernoitado na rua, referiu.

De acordo com Miguel Figueiredo, estão a ser afetadas mais de 100 pessoas, algumas com saúde mais frágil, há voos de ligação perdidos a partir de Lisboa e dificuldades financeiras.

“A Easyjet, se quisesse, não teria dificuldades em arranjar uma tripulação fresca. Uma única companhia pode dar-se ao luxo de fazer isto com cento e tal pessoas”, questionou.

A Lusa procurou esclarecimentos junto da Easyjet, mas ainda não obteve informações.

A bruma seca, habitual nos primeiros meses do ano, tem perturbado esta semana o tráfego aéreo em Cabo Verde, afetando sobretudo os voos interilhas.

Segundo o Instituto de Meteorologia do arquipélago, prevê-se que as poeiras continuem a limitar a visibilidade até sexta-feira.

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