Exclusivo "Os EUA estão de volta!" Biden na Europa para promover a democracia

Amigos e aliados primeiro, Erdogan pelo meio e Putin para terminar. Da Cornualha a Genebra, sete dias de reuniões de alto nível num continente que perdeu a confiança nos Estados Unidos, e ao qual o presidente democrata quer unir-se contra os regimes autoritários.

"Estou aqui para falar sobre a necessidade de reafirmar o princípio fundamental de uma Europa inteira e livre. Isso é respeitar fronteiras invioláveis; é não haver esferas de influência; e é o direito soberano de cada nação escolher as suas próprias alianças. A Europa não é apenas o berço dos nossos aliados mais próximos. A Europa, todos vós, é a pedra angular do envolvimento dos Estados Unidos no resto do mundo. São parceiros da América não só em último recurso, mas também em primeiro recurso quando surgem desafios na Europa e noutras partes do mundo." O discurso foi proferido numa das últimas visitas do vice-presidente Joe Biden à Europa, na Conferência de Segurança de Munique, em 2015, mas não deixaria ninguém espantado se o agora presidente norte-americano repetisse algumas das ideias durante a visita de uma semana, iniciada ontem, ao velho continente. É que pelo meio houve um presidente que festejou o Brexit, criticou os aliados e atacou as instituições internacionais, pelo que os parceiros europeus esperam palavras reconfortantes.

"Os EUA estão de volta!", anunciou Biden ontem aos soldados da Força Aérea estacionados na base inglesa de Mildenhall. A questão é saber se os discursos, por muito inspiradores e francos que sejam, chegam para mudar o curso das relações entre as duas margens do Atlântico. Biden sempre se mostrou um europeísta, mas a sua vice-presidência coincidiu com uma mudança de paradigma em Washington, quando o país se virou para a Ásia, ou, como diz agora, para o Indo-Pacífico.

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