OMS acredita que 2022 poderá marcar o fim da pandemia

O diretor-geral da OMS avisa, no entanto, que se a desigualdade no combate à covid-19 se mantiver, a pandemia irá persistir.

"Estou confiante que 2022 será o ano em que vamos acabar com a pandemia, mas só se o fizermos juntos". Quem o diz é o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, numa mensagem divulgada na quinta-feira no Linkedin.

O responsável da OMS considera, no entanto, que se a desigualdade no combate à covid-19 se mantiver a pandemia irá persistir. Na mensagem intitulada "A minha esperança em acabar com a pandemia de covid-19 em 2022", Tedros Ghebreyesus fala com esperança no fim da crise sanitária no mundo no ano que está prestes a começar.

"Se acabarmos com a desigualdade, acabaremos com a pandemia e com o pesadelo global que todos vivemos. E isso é possível", declarou o diretor-geral da agência de Saúde das Nações Unidas.

Para o responsável, "o poder para mudar o curso desta crise de uma vez por todas está nas nossas mãos".

Com dois anos de pandemia, Tedros destaca o que se aprendeu e o que se conquistou nesta batalha. Dá por exemplo as 10 vacinas que receberam autorização da OMS para uso de emergência, as mais de 8,5 mil milhões de doses que foram administradas mundialmente e os novos tratamentos que foram desenvolvidos.

Os meios para combater a covid-19 continuam, no entanto, a ser distribuídos de forma desigual no mundo, lamenta o diretor-geral da OMS. "Estamos a ver algumas nações a levarem a cabo programas de reforço num momento em que apenas metade dos Estados-Membros da OMS alcançou a meta de imunizar 40% das suas populações até o final de 2021 devido ao fornecimento global desigual", referiu.

Acrescentou que três em cada quatro profissionais de saúde em África não foram vacinados, ao mesmo tempo que na Europa e nos EUA as populações já começaram a receber a terceira dose de reforço.

Para o responsável máximo da OMS "quanto mais a desigualdade persistir, maior será a possibilidade" de surgirem novas variantes do SARS-CoV-2, "que não podemos prevenir nem prever" , levando os países a "um ciclo contínuo de perdas, privações e restrições"

Na mensagem, Tedros Adhanom Ghebreyesus enumera as resoluções de Ano Novo, nas quais afirma a vontade de fazer de tudo para acabar com a pandemia, "em colaboração com os governos", dando prioridade à distribuição de vacinas para iniciativas globais, como Covax Facility e AVAT, com a meta de vacinar 70% das pessoas em todos os países até meados de 2022".

"Em segundo lugar, temos de construir uma estrutura mundial mais forte para a segurança global da saúde", acrescenta, referindo que 2022 marca o início das negociações entre os países para um acordo mundial de combate a pandemias para que o mundo possa prevenir, preparar, detetar e responder rapidamente a epidemias e pandemias.

Conclui dizendo que "todos os países devem investir" nos cuidados de saúde primários mais fortes "como a base da cobertura universal de saúde".

O diretor-geral da OMS acredita que se for possível avançar nestas metas, o final de 2022 poderá marcar o regresso a vida pré-covid.

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